terça-feira, 28 de junho de 2011

A Myrian Rios está certa

Li ainda agora (http://br.noticias.yahoo.com/em-discurso-na-alerj--myrian-rios-associa-homossexualidade-a-pedofilia.html#mwpphu-container)  que a ex-atriz e deputada estadual Myrian Rios (PDT) afirmou querer ter o direito de demitir uma babá lésbica. 

Notei que a maioria dos comentários (no Yahoo) são a favor de Myrian. Também concordo com ela. Pra começar eu digo que JÁ TENHO esse direito de escolher quem pode ou não pode entrar ou permanencer dentro da minha casa.   Se esse direito é ou não é reconhecido, paciência. O direito existe independentemente de ser reconhecimento do Estado ou pela ala homossexual xiita.

Nem a polícia tem o direito de entrar em minha casa sem minha permissão ou autorização judicial. Nem meus amigos!  Imaginar que eu seja obrigada a engolir dentro de minha casa uma pessoa na eu qual não confio e ainda ter que lhe pagar, é uma violência inominável. 

 Myrian Rios argumenta: "Digamos que eu tenha duas meninas em casa e contrate uma babá que mostra que sua orientação sexual é ser lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. "    Quem vai dizer que ela está errada?

É verdade que o risco de um heterossexual ser molestador é o mesmo de um homossexual ser molestador. Isso pode ser uma verdade estatístia. O detalhe é que ninguém pode obrigar um pai ou uma mãe a se guiar pelas estatísticas do Governo. Posso ignorar tudo isso e seguir apenas as minhas cismas - e daí?

Daqui a pouco as pessoas serão obrigadas a dizer que são homossexuais só para não perderem o emprego e conseguirem benesses.  Eles serão uma casta privilegiada. Tem cabimento?

Minha manifestação ao final da notícia foi: "  Meu lar é sagrado e meus filhos também são. Não sou o brigada a suportar ninguém que eu não queira dentro da minha casa. E se for uma empregada porca? Também tenho o direito de mandar embora. E se for um motorista tarado? Tenho o mesmo direito. Se não for nada disso mas apenas eu não for com a cara da pessoa? Igualmente tenho direito de mandar embora porque não sou obrigada a me sentir desconfortável dentro de minha própria casa. Os homossexuais podem ser são tão confiáveis quanto os hetero, mas nenhum pai de família tem obrigação de acreditar nisso. Não sou obrigada a confiar em ninguém e não sou obrigada a pagar salário a um empregado no qual eu não confio absolutamente. Se uma mãe não confia em uma babá homossexual, quem tem o direito de obrigá-la a confiar? Ninguem. Assim como ninguem tem o direito a me obrigar a manter em casa um faxineiro ex-presidiário. Ele pode ser um anjo de candura mas nao sou obrigada a confiar!  É questão de foro íntimo! 


Há empresas que não contratam pessoas tatuadas ou fumantes. Quem escolhe esse caminho tem que entender que tudo nessa vida tem um custo. Temos que arcar com os resultados das nossas escolhas. Quem se tatua não pode querer obrigar os outros a não ter preconceitos. Algumas pessoas relacionam tatuagem com submundo. Tolice? É. Mas cada um de nós tem o direito de ser tolo. Você pode se tatuar e eu posso ser tola em relação a isso. 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Você não pode ser mais feliz do que a sua esposa (!)

Chamou minha atenção  este artigo da Superinteressante  - "Se o marido for mais feliz do que a esposa, é divórcio quase certo" . Que estranha afirmativa!

Eu hein... Se você ler, acabará concluindo que o homem tem uma maior tendência a "empurrar os problemas com a barriga", enquanto a mulher tende a ser inconformada. Ou não: o homem arruma compensações para a sua infelicidade, enquanto a mulher simplesmente não consegue.

Claro que toda regra tem exceção, mas olhando ao redor... dá pra concluir que faz sentido.

"Pesquisadores alemães chegaram à seguinte conclusão: se o homem da casa for o mais feliz da relação, é mais provável que o casamento termine em divórcio do que se a felizona do casal for a mulher..."

Acrescentando meus pitacos à pesquisa alheia, arrisco-me a afirmar que a questão não é simplesmente se ele é feliz ou infeliz: a questão é a mulher ACHAR que ele é mais feliz. Aí lascou-se.

Mulheres... Ô raça!

Homem quando está infeliz vai catar o que fazer: jogar futebol, arrumar outra mulher, atolar-se no trabalho ou inventar atividades (ou desculpas) que o mantenham longe da sua esposa.  Já a mulher, ao invés de se distrair para fugir do problema, faz exatamente o contrário: remói o problema e o vive intensamente cada minuto da vida. Fala, reclama, desabafa com todo mundo, chora... não pensa em outra coisa.  E quando dá de cara com o marmanjo lépido e faceiro, sem nem se tocar de nada, conclui que ela é que é a bestalhona e que "isso não pode ficar assim". Daí para a ruptura é só um pulo.

Você pode até discordar, mas tenho certeza que depois de ler o artigo você não vai resistir e vai prestar mais atenção à sua relação... e à dos outros!

domingo, 26 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um dia...

Perdi muita gente. Muita gente também me perdeu de vista. Mas um dia...

Um dia cruzaremos nossos caminhos de novo por uma dessas vielas improváveis da vida. Talvez nossos olhares se cruzem e eu custe um pouco a adaptar minha mente à sua imagem recente.

Se isso acontecer daqui a vinte anos você vai achar que tudo está mudado, mas isso não será verdade!   Embora tudo mude, algumas coisas são eternas. É preciso ter sempre isto em mente para não nos assustarmos com a vida.


A delícia de viver está justamente em descobrir quais são essas coisas imutáveis.

Quando menos esperar você verá seu amigo em alguma fila, algum engarrafamento ou padaria do mundo. Ele estará um um pouco mais curvo, um pouco mais lento, menos decidido e mais humilde na arte de sonhar. Ele cultivará brotos de feijão - sonhos simplórios de curtíssimo prazo que nem deveriam ser denominados "sonhos". Cultivará "cochilos"  de fácil realização.  Terá gestos pausados e você verá hesitação onde não havia espaço para ela antes.  Quando isso acontecer não fique triste porque você também estará usando roupas diferentes do seu antigo gosto. Talvez  calce um sapato engraçado, presente de neto.

O que eu sou? O que é meu mesmo e não coisa ocasional?  O sorriso? O espirro? O gostar de lilás? Há um jeito de abraçar que seja só meu? O que irá permanecer daqui a quarenta anos?

De tudo restará um lampejo nos olhos, visível em futuros reencontros. Prepare-se. Será um brilho conhecido a se manifestar discretamente escapando da opacidade. Será algo com o que nós estamos familiarizados ainda que não nos demos conta disso. O que ressurgirá é o que nunca se foi. Ficará o que realmente interessava por todos esses anos. Acho que podemos nomear "isso" como "alma".

O que sempre nos prendeu em cada pessoa que amamos foi a alma. Mesmo em nossos piores momentos de frivolidade. Amigos, sabei: um dia teremos aprendido que nenhuma daquelas bobagens valia a pena.   Nada, nem mesmo a beleza passada era a essência do que somos nem o centro do que buscávamos uns nos outros.  E aquela coisa boa que nos acalentava maternalmente enquanto estávamos juntos, aquela coisa cândida e sem nome, não se devia a nada daquilo que tanto prezávamos. Devia-se à alma, à energia própria de cada um, coisa inconfundível e cara. Era ela que, com ou sem ornamentos, fazia a vida valer a pena.

Nada amamos, a não ser a alma. Quem ama outra coisa, não ama nada. E isso é tudo o que meus olhos vão buscar em você lá no futuro, quando pensarmos que estamos completamente descaracterizados.

Se daqui a alguns anos você encontrar alguém do passado e se seus olhos descobrirem o que até então estava encoberto... Se finalmente seu olhar estiver desvestido das lentes das nulidades, não hesite: vá ao seu encontro! Corra a abraçá-lo ainda que esse querido não o reconheça.  Pode parecer constrangedor no primeiro momento mas quando novamente estiveres sozinho saberás que naquele abraço talvez tenhas  salvado  todo o teu passado.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sobre o texto de anteontem - dia 21

Só pra você ver como é que as coisas são: ontem eu havia iniciado minha postagem comentando algo sobre "os pretos". Um amigo me telefonou apavorado me pedindo pelo amor de Deus para eu tirar aquilo do ar. Ele queria me proteger da fúria dos politicamente corretos.   Ele achava que aquela frase era preconceituosa e eu poderia ser seriamente prejudicada com aquilo. Ou seja:


1) Vivemos uma situação de patrulhamento e medo. Será que não notam o abismo no qual esse país está caindo?  Cadê a paz advinda da liberdade?

2) Para algumas pessoas ser preto é algo tão ruim e tão feio que não se pode nem usar o termo. Para eles, "preto" é um defeito, portanto é um termo ofensivo.  Se a pessoa é preta nós temos que amenizar sua triste situação e chamá-la de qualquer coisa, menos disso. 

3) Eu não sou assim. Não entendo por quê "preto" pode ser ofensivo e "branco" pode ser um elogio.  "Branco" é normal mas "preto" é xingamento. Que horrível preconceito!!!   

4) Eu sou preta e não me orgulho disso.  Não vejo motivo algum para alguém se orgulhar de algo tão simples e banal. A gente deve se orgulhar do que fez de bom nessa vida, do que conquistou, da nossa firmeza de caráter, mas se orgulhar de algo que caiu do céu e não nos custou nenhum esforço? Não vejo motivo. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Quanto vale a sua vida?

O Governo responde:

BOPE R$ 2.260,00 Para arriscar a vida;

Bombeiro RJ 960,00 Para salvar vidas;

Professor R$ 728,00 Para preparar para a vida;

Médico R$ 1.260,00 Para manter a vida;

E o deputado federal? Ganha R$ 26.700,00 para curtir a vida.
 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Por quê o macaco é o pior dos animais?


Esses dias eu soube que o humorista Danilo Gentili, do CQC  (palmas pra ele!) postou a seguinte piada em seu twitter:

"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"

A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz  José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também  a  democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente.

Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili se justificou no microblog: "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?"  "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito. "

Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim  ESTA:

"Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça  é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?


Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra".


Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro.


Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de veado e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.   Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz  sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:


- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa  terrível. Graças a Deus não somos macacos.


Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.


Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?


Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é
o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"? O


Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.


Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!".
Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.


Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de  superioridade que  essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" .


Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e, assim como os pretos, trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer “raça” no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual.


Brancos caçaram “negros” como animais. Mas também os compraram de outros “negros”. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.


Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus.  já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.


Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos?


Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.


Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana.
E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Myrian Rios está certa

Li ainda agora (http://br.noticias.yahoo.com/em-discurso-na-alerj--myrian-rios-associa-homossexualidade-a-pedofilia.html#mwpphu-container)  que a ex-atriz e deputada estadual Myrian Rios (PDT) afirmou querer ter o direito de demitir uma babá lésbica. 

Notei que a maioria dos comentários (no Yahoo) são a favor de Myrian. Também concordo com ela. Pra começar eu digo que JÁ TENHO esse direito de escolher quem pode ou não pode entrar ou permanencer dentro da minha casa.   Se esse direito é ou não é reconhecido, paciência. O direito existe independentemente de ser reconhecimento do Estado ou pela ala homossexual xiita.

Nem a polícia tem o direito de entrar em minha casa sem minha permissão ou autorização judicial. Nem meus amigos!  Imaginar que eu seja obrigada a engolir dentro de minha casa uma pessoa na eu qual não confio e ainda ter que lhe pagar, é uma violência inominável. 

 Myrian Rios argumenta: "Digamos que eu tenha duas meninas em casa e contrate uma babá que mostra que sua orientação sexual é ser lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. "    Quem vai dizer que ela está errada?

É verdade que o risco de um heterossexual ser molestador é o mesmo de um homossexual ser molestador. Isso pode ser uma verdade estatístia. O detalhe é que ninguém pode obrigar um pai ou uma mãe a se guiar pelas estatísticas do Governo. Posso ignorar tudo isso e seguir apenas as minhas cismas - e daí?

Daqui a pouco as pessoas serão obrigadas a dizer que são homossexuais só para não perderem o emprego e conseguirem benesses.  Eles serão uma casta privilegiada. Tem cabimento?

Minha manifestação ao final da notícia foi: "  Meu lar é sagrado e meus filhos também são. Não sou o brigada a suportar ninguém que eu não queira dentro da minha casa. E se for uma empregada porca? Também tenho o direito de mandar embora. E se for um motorista tarado? Tenho o mesmo direito. Se não for nada disso mas apenas eu não for com a cara da pessoa? Igualmente tenho direito de mandar embora porque não sou obrigada a me sentir desconfortável dentro de minha própria casa. Os homossexuais podem ser são tão confiáveis quanto os hetero, mas nenhum pai de família tem obrigação de acreditar nisso. Não sou obrigada a confiar em ninguém e não sou obrigada a pagar salário a um empregado no qual eu não confio absolutamente. Se uma mãe não confia em uma babá homossexual, quem tem o direito de obrigá-la a confiar? Ninguem. Assim como ninguem tem o direito a me obrigar a manter em casa um faxineiro ex-presidiário. Ele pode ser um anjo de candura mas nao sou obrigada a confiar!  É questão de foro íntimo! 


Há empresas que não contratam pessoas tatuadas ou fumantes. Quem escolhe esse caminho tem que entender que tudo nessa vida tem um custo. Temos que arcar com os resultados das nossas escolhas. Quem se tatua não pode querer obrigar os outros a não ter preconceitos. Algumas pessoas relacionam tatuagem com submundo. Tolice? É. Mas cada um de nós tem o direito de ser tolo. Você pode se tatuar e eu posso ser tola em relação a isso. 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Você não pode ser mais feliz do que a sua esposa (!)

Chamou minha atenção  este artigo da Superinteressante  - "Se o marido for mais feliz do que a esposa, é divórcio quase certo" . Que estranha afirmativa!

Eu hein... Se você ler, acabará concluindo que o homem tem uma maior tendência a "empurrar os problemas com a barriga", enquanto a mulher tende a ser inconformada. Ou não: o homem arruma compensações para a sua infelicidade, enquanto a mulher simplesmente não consegue.

Claro que toda regra tem exceção, mas olhando ao redor... dá pra concluir que faz sentido.

"Pesquisadores alemães chegaram à seguinte conclusão: se o homem da casa for o mais feliz da relação, é mais provável que o casamento termine em divórcio do que se a felizona do casal for a mulher..."

Acrescentando meus pitacos à pesquisa alheia, arrisco-me a afirmar que a questão não é simplesmente se ele é feliz ou infeliz: a questão é a mulher ACHAR que ele é mais feliz. Aí lascou-se.

Mulheres... Ô raça!

Homem quando está infeliz vai catar o que fazer: jogar futebol, arrumar outra mulher, atolar-se no trabalho ou inventar atividades (ou desculpas) que o mantenham longe da sua esposa.  Já a mulher, ao invés de se distrair para fugir do problema, faz exatamente o contrário: remói o problema e o vive intensamente cada minuto da vida. Fala, reclama, desabafa com todo mundo, chora... não pensa em outra coisa.  E quando dá de cara com o marmanjo lépido e faceiro, sem nem se tocar de nada, conclui que ela é que é a bestalhona e que "isso não pode ficar assim". Daí para a ruptura é só um pulo.

Você pode até discordar, mas tenho certeza que depois de ler o artigo você não vai resistir e vai prestar mais atenção à sua relação... e à dos outros!

domingo, 26 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um dia...

Perdi muita gente. Muita gente também me perdeu de vista. Mas um dia...

Um dia cruzaremos nossos caminhos de novo por uma dessas vielas improváveis da vida. Talvez nossos olhares se cruzem e eu custe um pouco a adaptar minha mente à sua imagem recente.

Se isso acontecer daqui a vinte anos você vai achar que tudo está mudado, mas isso não será verdade!   Embora tudo mude, algumas coisas são eternas. É preciso ter sempre isto em mente para não nos assustarmos com a vida.


A delícia de viver está justamente em descobrir quais são essas coisas imutáveis.

Quando menos esperar você verá seu amigo em alguma fila, algum engarrafamento ou padaria do mundo. Ele estará um um pouco mais curvo, um pouco mais lento, menos decidido e mais humilde na arte de sonhar. Ele cultivará brotos de feijão - sonhos simplórios de curtíssimo prazo que nem deveriam ser denominados "sonhos". Cultivará "cochilos"  de fácil realização.  Terá gestos pausados e você verá hesitação onde não havia espaço para ela antes.  Quando isso acontecer não fique triste porque você também estará usando roupas diferentes do seu antigo gosto. Talvez  calce um sapato engraçado, presente de neto.

O que eu sou? O que é meu mesmo e não coisa ocasional?  O sorriso? O espirro? O gostar de lilás? Há um jeito de abraçar que seja só meu? O que irá permanecer daqui a quarenta anos?

De tudo restará um lampejo nos olhos, visível em futuros reencontros. Prepare-se. Será um brilho conhecido a se manifestar discretamente escapando da opacidade. Será algo com o que nós estamos familiarizados ainda que não nos demos conta disso. O que ressurgirá é o que nunca se foi. Ficará o que realmente interessava por todos esses anos. Acho que podemos nomear "isso" como "alma".

O que sempre nos prendeu em cada pessoa que amamos foi a alma. Mesmo em nossos piores momentos de frivolidade. Amigos, sabei: um dia teremos aprendido que nenhuma daquelas bobagens valia a pena.   Nada, nem mesmo a beleza passada era a essência do que somos nem o centro do que buscávamos uns nos outros.  E aquela coisa boa que nos acalentava maternalmente enquanto estávamos juntos, aquela coisa cândida e sem nome, não se devia a nada daquilo que tanto prezávamos. Devia-se à alma, à energia própria de cada um, coisa inconfundível e cara. Era ela que, com ou sem ornamentos, fazia a vida valer a pena.

Nada amamos, a não ser a alma. Quem ama outra coisa, não ama nada. E isso é tudo o que meus olhos vão buscar em você lá no futuro, quando pensarmos que estamos completamente descaracterizados.

Se daqui a alguns anos você encontrar alguém do passado e se seus olhos descobrirem o que até então estava encoberto... Se finalmente seu olhar estiver desvestido das lentes das nulidades, não hesite: vá ao seu encontro! Corra a abraçá-lo ainda que esse querido não o reconheça.  Pode parecer constrangedor no primeiro momento mas quando novamente estiveres sozinho saberás que naquele abraço talvez tenhas  salvado  todo o teu passado.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sobre o texto de anteontem - dia 21

Só pra você ver como é que as coisas são: ontem eu havia iniciado minha postagem comentando algo sobre "os pretos". Um amigo me telefonou apavorado me pedindo pelo amor de Deus para eu tirar aquilo do ar. Ele queria me proteger da fúria dos politicamente corretos.   Ele achava que aquela frase era preconceituosa e eu poderia ser seriamente prejudicada com aquilo. Ou seja:


1) Vivemos uma situação de patrulhamento e medo. Será que não notam o abismo no qual esse país está caindo?  Cadê a paz advinda da liberdade?

2) Para algumas pessoas ser preto é algo tão ruim e tão feio que não se pode nem usar o termo. Para eles, "preto" é um defeito, portanto é um termo ofensivo.  Se a pessoa é preta nós temos que amenizar sua triste situação e chamá-la de qualquer coisa, menos disso. 

3) Eu não sou assim. Não entendo por quê "preto" pode ser ofensivo e "branco" pode ser um elogio.  "Branco" é normal mas "preto" é xingamento. Que horrível preconceito!!!   

4) Eu sou preta e não me orgulho disso.  Não vejo motivo algum para alguém se orgulhar de algo tão simples e banal. A gente deve se orgulhar do que fez de bom nessa vida, do que conquistou, da nossa firmeza de caráter, mas se orgulhar de algo que caiu do céu e não nos custou nenhum esforço? Não vejo motivo. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Quanto vale a sua vida?

O Governo responde:

BOPE R$ 2.260,00 Para arriscar a vida;

Bombeiro RJ 960,00 Para salvar vidas;

Professor R$ 728,00 Para preparar para a vida;

Médico R$ 1.260,00 Para manter a vida;

E o deputado federal? Ganha R$ 26.700,00 para curtir a vida.
 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Por quê o macaco é o pior dos animais?


Esses dias eu soube que o humorista Danilo Gentili, do CQC  (palmas pra ele!) postou a seguinte piada em seu twitter:

"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"

A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz  José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também  a  democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente.

Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili se justificou no microblog: "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?"  "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito. "

Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim  ESTA:

"Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça  é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?


Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra".


Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro.


Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de veado e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.   Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz  sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:


- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa  terrível. Graças a Deus não somos macacos.


Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.


Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?


Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é
o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"? O


Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.


Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!".
Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.


Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de  superioridade que  essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" .


Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e, assim como os pretos, trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer “raça” no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual.


Brancos caçaram “negros” como animais. Mas também os compraram de outros “negros”. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.


Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus.  já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.


Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos?


Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.


Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana.
E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."