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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uma proposta ousada

O relacionamento entre seres humanos frequentemente é muito complicado. Mesmo assim ninguém quer ficar sozinho, certo? Cabe então a pergunta: você já considerou a hipótese de unir seu destino ao de um urso panda? Sei que o lance parece meio estranho mas considerando as vantagens... DÊ UMA CHECADA clicando aqui.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BIG BROTHER BRASIL

Talvez você já conheça mas resolvi postar porque acho que vale a pena.

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tiradas do Filipe

NO TWITTER:

Se o Microsoft Word fizesse vestibular, tiraria no máximo uns 7,5 em português.

Eu ia escrever um post no meu blog sobre o Dia do Sexo, mas ficou só com um parágrafo. Ejaculação precoce.

Eu fui anotar um telefone da internet pro papel e o primeiro passo foi dar Ctrl C.

Vendo meu voto pro político que fizer um bom mandato.

O bom de ser mendigo é não levar desaforo pra casa.

Não me interesso por súmulas do STF. Gosto de saber mesmo é de gravidez de famosas.

Se eu fosse um bairro, não gostaria de ter o nome de Moema.

Gente, preciso dizer que mudei minha posição diante da vida. Eu tava sentado, agora tô deitado. É isso.

Tem gente que, em vez de casar, entra em união instável.

Como diria o poeta mudo: "..."

Gente, descobri uma nova risada, ainda mais moderna: "alkmalkmsalkmalkms"

Tenho a mesma altura do Ronaldo Fofômeno e pelo menos 17kg a menos. Tenho chance de ir à copa, nem que seja pra tomar um cafezinho.

"Ministro sugere sexo contra a hipertensão" é a versão masculina de "Relaxa e Goza".

No G1: "Presa entre lâminas, garota só quebra perna". O editor certamente torcia por um esmagamento de crânio.

Basquete do Brasil jogou como nunca e perdeu como sempre.

"Caminhão tomba e 3 mil cervejas foram perdidas" (ORM). Calma, não se desesperem: era Cerpa.

Hoje trabalhei mais que photoshopador da Marta Suplicy.

Tô na dúvida se o nome da minha banda vai ser Esbulho Possessório ou Movimentos Peristálticos.

. Eu não protejo meus tweets porque eles sabem se defender sozinhos.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eu me rendo!

(Um texto de Danuza Leão)

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras: É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante. É muito simples: não podemos.

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante .

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres – e os maridos – de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer – sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.  Ah, quanta mentira!

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha - não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour – aquele – das executivas da Madison.

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes – aqueles que enlouquecem os homens – precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada – o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete – um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para umhappy hour.

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos – só cinco – para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria. Parabéns para quem consegue fingir tudo isso….

domingo, 14 de novembro de 2010

10 maneiras de ser respeitado no meio jornalístico

(Copiado descaradamente do blog "Oásis da Inutilidade")



Mais cedo ou mais tarde o foca percebe que precisa de algo mais para imegir socialmente entre os novos colegas jornalistas. Ser legal não é suficiente. Ser bonita(o) serve, mas apenas para o sexo oposto - e às vezes para o mesmo, também. Ser muito inteligente causa discórdia. Para que o pobre neófito redacional não se sinta perdido ao adentrar no viveiro de cobras malcriadas da redação, eu ofereço aqui carinhosamente algumas dicas preciosas. Mas atenção: não me responsabilizo por eventuais efeitos colaterais.

1 - Seja escroto


Caso você ainda não saiba, ser bonzinho está totalmente fora de moda. Só é respeitável o jornalista que tem pinta de malvado e fala muito palavrão. É claro que poucos são maus de verdade, mas o importante é a aparência. Você nem precisa ser totalmente perverso; basta demonstrar um certo viés negativo, obscuro, como se estivesse perdendo a luta para não se deixar levar pelo lado negro da força.

Quando as pessoas olharem para você, não é necessário que vejam um psicopata completo. Meio psicopata já basta. Sua imagem deve deixar uma leve incerteza no ar sobre se você realmente tropeça velhinhas na rua, cuspiu no tapete do Papa ou peida em elevador cheio.


2 - Fale mal de tudo


É uma clara continuação do primeiro tópico: nunca algo estará satisfatório para alguém realmente malvado. No seu jornal, o pauteiro é burro, o editor é anta, o chefe é jumento, a empresa é uma Arca de Noé e os textos publicados são todos uns excrementos - exceto o seu e de um ou outro amigo próximo. Aliás, quando o seu texto sai ruim, a culpa é do editor. E se você é editor, obviamente, os repórteres é que são os analfabetos.

Se este procedimento for feito da maneira correta, em vez de ser execrado você será respeitado. Eventualmente poderá ser demitido, mas continuará respeitado.


3 - Use drogas


Não só as lícitas, seu bundão. Mas comecemos por elas. Encher a cara é elementar para interagir, de preferência tendo várias histórias hilárias de porres. Quanto maior o ridículo já passado por conta do álcool, maior respeito ser-lhe-á imputado.

Um dia desses conheci um antigo repórter da Província e do Diário perambulando como mendigo na rua, barba de noé, fala atrapalhada, mas frases coesas. Ele contou rápido sua história, citou muitos jornalistas que conhecia e no final, disse "perdi para a cana...". De súbito, me veio um respeito enorme por ele.

O cigarro também dá um certo ar de confiabilidade. Não se preocupe, ninguém olha para seu pulmão preto. E cada vez menos jornalistas se preocupam em negar o uso da maconha, já tão comum. O fininho é útil, pois dá um ar de guerrilheiro zapatista. Já outros entorpecentes não são assim muito necessários, mas se quiser usar, tanto faz. O que é um peido pra quem tá cagado?


4 - Tenha pose


No fundo, jornalistas se acham. No raso, têm certeza. Treine o olhar de Clark Gable, segure o cigarro com pose de atores dos anos cinquenta e mentalize "eu sou safo" como um mantra. Tudo isso ajudará a convencer os outros e você próprio do estupendo glamour da profissão. Você tenta se segurar, mas isso exala inevitavelmente do seu ser.

Sua pose deve mostrar o quanto você é mau. Na hora do trabalho, é interessante alternar momentos de gargalhadas em altos decibéis com olhares de seriedade profunda. Só não alterne demais os dois momentos, porque esquizofrenia e bipolaridade ainda não são desejáveis na redação. A não ser que você seja chefe, claro.

5 - Auto promova-se


 De vez em quando comece frases com expressões do tipo "quando eu ganhei o prêmio tal..." e "porque a minha manchete de ontem...". Jornalista não tem o menor pudor em se exibir. Em qualquer trunfo passe verniz, multiplique por três e propague com um certo tédio, como se já fosse corriqueiro na sua vida.

Em momentos que quiser mostrar sua humildade e modéstia, solte frases com a seguinte fórmula: "Fulano nunca ______(algo que você já fez) e já tá se achando". Por mais ridícula que a auto promoção soe, é incrível como funciona. É uma espécie de marketing pessoal extremo.

Óbvio que se você exagerar, vai acabar sendo mal visto. A não ser que seja chefe, claro. Chefe é sempre mal visto.

6 - Seja uma pseudo-enciclopédia


Seja metido a saber de tudo. Soltar jargões profissionais de qualquer área faz você parecer muito safo. Afinal, em poucos meses de labuta, qualquer estagiário já entrevistou macumbeiros, astronautas, artistas querendo aparecer, políticos querendo desaparecer, físicos nucleares, policiais torturadores e até acopladores de carga de caneta Bic. Basta escrever uma matéria especial sobre construção civil para o jornalista ganhar especialização em engenharia.

Assim, você sempre sabe um pouco mais do que todo mundo. Sobre qualquer fato relevante na política e economia, você é capaz de soltar "mas isso não é tudo" ou "tem muita coisa por trás disso que vocês não sabem...". Nunca revele o segredo, claro. Apenas deixe no ar que seu conhecimento sobre o tema tem a espessura e profundidade de um buraco negro alargado pelo Kid Bengala.

7 - Seja competente

De forma alguma chega a ser uma condição impreterível, mas até que ajuda. Mas atenção: só tem o efeito esperado se praticada em conjunto com as últimas duas dicas.


8 - Seja estranho


Jornalista não é muito normal e tem orgulho disso. A esquisitisse é uma forma de se diferenciar dos seres inferiores - tipo publicitários, marqueteiros e afins. Então aflore seu lado underground e regue sua genialidade incompreendida. Use roupas "originais", tenha seu próprio "estilo" e demonstre "personalidade", assim mesmo, entre aspas. Lembre-se: qualquer coisa diferente e de difícil compreensão tende a ser respeitada.




9 - Dê para alguém

Não é só dar uma vezinha. E também não é para qualquer um. Namorar um superior ou veterano de redação pode ajudar na interação com os demais colegas. Vale para relações homo e hetero, já que redações são apinhadas de viados. Se não funcionar para ganhar o respeito de todos, ao menos de seu par você já conseguiu.


Agora, se quiser sair dando para todo mundo, ninguém vai reclamar. Só temo que isso afaste você do objetivo deste post.

10 - Integre-se a uma


Essa aqui vale até para grupos de cefalópodes. Se depois de tudo isso você não ganhar a simpatia dos colegas, faça vestibulinho pra publicidade e seja feliz.
Filipe Faraon

sábado, 13 de novembro de 2010

Sou grata à Vida




Graças À Vida

Violeta Parra

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu dois olhos que quando os abro
Distinguo perfeitamente o preto do branco
E no alto céu seu fundo estrelado
E nas multidões, o homem que eu amo

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu o ouvido que em todo seu comprimento
Grava noite e dia grilos e canários
Martírios, turbinas, latidos, aguaceiros
E a voz tão terna de meu bem amado

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu o som e o abecedário
Com ele, as palavras que penso e declaro
Mãe, amigo, irmão
E luz iluminando a rota da alma do que estou amando

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu a marcha de meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanhas e planícies
E a casa sua, sua rua e seu pátio

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu o coração que agita seu marco
Quando olho o fruto do cérebro humano
Quando olho o bom tão longe do mal
Quando olho o fundo de seus olhos claros

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distinguo fortuna de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sorria! Há esperança pra você!

Você já viu seleções de fotos sobre esse assunto mas não resisti em publicar estas. Ás vezes a gente acorda meio pra baixo, nenhuma roupa presa, a maquiagem não funciona, a balança não coopera e ainda por cima acabou de chegar no prédio uma vizinha gostosa. É o fim da picada... Por isso aqui vai uma injeção de ânimo que confirma o que todos já sabemos à exaustão: não existe ninguém feio - o que existe é gente pobre. Porque até mal gosto se conserta com um personal styler.


Espantoso!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pequena grande idéia



Olha que máximo! Chega de gastar fortunas (fortunas???) comprando grampinhos para fechar saquinhos. chega do visual brega na geladeira, com pregadores de roupa prendendo os saquinhos. CLIQUE AQUI e veja só que idéia genial.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

LULA em 2009 e em 2000

Não é "intriga da oposição".

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma bacia para lavar a louça

Li este pequeno artigo e fiquei boquiaberta. Será verdade?

"Ao lavar louça durante 15 minutos com a torneira aberta em um apartamento, onde a pressão da água é maior do que em uma casa, você gasta 240 litros de água. Mas se usar uma bacia cheia d’água, ou a própria pia, para ensaboar a louça e abrir a torneira somente para o enxágüe, pode reduzir esse tempo para 5 minutos e economizar 160 litros.

Se sua família lava louça três vezes por dia, a economia diária chegará a 480 litros. Se apenas cinco famílias adotarem esse método por vinte anos, a água poupada chega a 17,5 milhões de litros, o que dá para matar a sede de quase 9 milhões de pessoas em um dia."

Nosssssa!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Piada no jornal

Acabei de assistir a uma reportagem na qual alguns cidadãos sem noção alguma de investigação policial criticam a forma como o monitoramento telefônico tem sido utilizado.  Vejam algumas das declarações cômicas proferidas:

"Algumas das pessoas sob escuta telefônica não foram sequer indiciadas em inquérito. Oh!" Quer dizer que a polícia deveria primeiro saber se a pessoa é culpada para depois investigá-la?

Sem palavras...

Com palavras: Você acha mesmo que se um criminoso soubesse que está sob suspeita ele continuaria falando de tudo ao telefone? Só se fosse muito idiota - e os idiotas são inimputáveis, portanto, por quê perder tempo investigando maluco? 

Olhe outra: "deveriam primeiro saber se a pessoa é culpada para só depois fazer a escuta." Ha ha ha.

Se a polícia já tivesse provas da culpa ou da inocência de uma pessoa, para quê fazer a maldita escuta? Me diga pelo amor de Deus!

Se alguém ainda não sabia, a melhor forma de investigar uma pessoa é não deixar que ela saiba que está sendo investigada. Isso deveria ser obvio, né?

As escutas telefônicas estão incomodando muitos bandidos muita gente. Há uma movimentação no sentido de restringir ainda mais as ações da polícia. Quem serão os beneficiados?

Fazer escuta depois do indiciamento é perda de tempo. Não dará em nada, claro! E isso levará os mal intencionados e os mal informados a dizerem "Tá vendo? A escuta não deu em nada! Eu sabia que o coitadinho era inocente!"

Afirmo uma coisa: se as escutas não fossem eficazes não haveria tanta gente incomodada com ela.

No Brasil a coisa tá ficando assim: a polícia não pode seguir ninguém se não é cercear a sua liberdade de ir e vir. Não pode algemar a menos que saiba profeticamente que o elemento pode agredir ou fazer outra maluquice qualquer. Não pode fazer escuta telefonica para investigar, só para... para quê mesmo? Se filmar o cara ele pode processar o Estado porque seria uso não autorizado da imagem. Se ele confessar o crime e assinar embaixo ainda assim ele tem uns trinta anos para provar que aquela imagem não era a dele, que aquela voz não era a dele e que aquela assinatura não era a dele. E que nem ele é ele. Se a polícia for agredida deve seguir os ensinamentos de Cristo e dar a outra face.

Fica difícil, né.  Para a polícia.  Já para o bandido...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mais amenidades - A equipe invisível

Sim, esse é mais um texto vazio de conteúdo.

Olhando besteirol na internet, cheguei a uma curiosidade: elegeram o jogador mais feio e o mais bonito da Copa. Totalmente sem noção. O Kaká Cacá e o Júlio César são muito mais bonitos do que o mais bonito eleito (Fabio Cannavaro). Por outro lado, o "mais feio" (Wayne Ronney) é príncipe encantado se comparado a 80% da nossa Seleção.  Não vou nem citar nomes. Um pelo outro, nem quero o troco.

Só há uma explicação: nossa seleção não foi observada sequer pelo ângulo estético. Fomos A Seleção Invisível.

sábado, 29 de maio de 2010

Guia machista para a Copa do Mundo

Recebi dia desses essa "pérola" pelo e-mail.
A pretensão do escritor é ser engraçado, mas tudo o que ele conseguiu é ser verdadeiro.
Quem tem ou já teve um homem, confirmará o que digo. Quem não tem precisa saber das idéias abaixo narradas, para poder decidir se quer mesmo um homem ou se o resultado do cálculo custo-benefício não é favorável à idéia.

"Durante os jogos eu estarei cego, surdo e mudo, exceto nos casos em que eu solicite que me encha o copo de cerveja, ou peça a você a gentileza de me trazer algo para comer. Você estará fora de si se achar que irei ouví-la, abrir a porta, atender o telefone ou pegar nosso bebê que possa ter caído no chão… não vai acontecer."

Leia essas e mais outras regras do  Filho da Mãe Tarado Por futebol clicando AQUI.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Saudade das cebolas...

(O texto é de Caio Fábio D'Araújo filho. Gostei)
As cebolas do Egito se tornaram famosas muito mais pelas lamurias de Israel enquanto peregrinava pelo deserto do que porque qualquer outra razão ou virtude.  O fato é que Israel fantasiou sobre as cebolas do Egito como nem os egípcios jamais o fizeram.  No Egito eles reclamavam de tudo, e nem viam as cebolas...

Agora, no deserto, comendo o maná que caía do céu todas as manhãs, e algumas codornizes que se “suicidavam” sobre eles de vez em quando, eles desenvolveram um fetiche acerca das cebolas do Egito.

Saudades do Egito.
Saudades da escravidão.
Saudades da servidão.
Saudades da opressão.
Saudades dos exatores.
Saudades das grandes pedras levadas às Pirâmides e monumentos.
Saudades do Nilo.
Saudades de Faraó.
Saudades da angustia.
Saudades de tudo...

Mas eram as cebolas as simbolizações de tal desejo: comer cebolas.

Eu gosto muito de cebola. Cebola de todo jeito, mas, especialmente, crua.  Já tive uma compulsão por cebola...  Sim! Em 1998, no mês de dezembro, todo estressado, oprimido de todos os lados, temendo que meu corpo não agüentasse as pressões, os cercos, as ameaças, as sentenças, e tudo o mais — comecei a sentir necessidade de comer cebola. 
Descascava a cebola e a comia crua.  Depois descobri que era meu corpo que estava pedindo a cebola. Posteriormente um médico veio a me receitar cebola e alho por 21 dias.
Que jejum! Somente cebola, alho, alface nas duas primeiras semanas, e, depois, somente cebola e alho; a salvação era poder beber muita água.  E não foi o médico do Conde Drácula quem me receitou tal dieta. Mas funcionou. E, como resultado, limpou meu sangue, que estava uma lama de plasma dês-sistematizado. Entretanto, nunca mais senti tal desejo!
Como cebola de modo normal; e não sinto nenhum impulso especial, muito menos saudade de cebola.

Todavia, esse súbito desejo por cebolas do Egito é um fenômeno psicológico comum entre os homens.

Sentir saudades das cebolas do passado é a doença de muitos!  Ora, pergunta você:  O que é sentir saudades das cebolas do Egito?

O Egito é o passado. As cebolas são as transferências que se faz quando o que era ainda futuro se faz presente contra as nossas expectativas, ou ilusões, ou rabugices.

Assim, alguém pede a Deus libertação de algo ou de alguém, ou de uma situação terrível. Algo tão ruim quanto existir para construir Pirâmides para faraós.  Sim! Era uma relação adoecida e perversa, ou um casamento mal e odiento, ou ainda era um patrão tarado por controle.  A pessoa fica livre!...   Mas, então, depois de um tempo, sente saudades da doença como um porco deseja a lama!

Desse modo, a saudade da cebola do Egito é qualquer coisa que no passado tenha sido uma desgraça, e que, agora, pela falta de senso de realidade, se torne para nós o que nunca antes foi ou será.

É assim que toda hora vejo pessoas que me angustiavam a alma com suas dores, de súbito, terem a cara de pau de vir até mim dizendo maravilhas sobre aquilo mesmo que no passado as matava de tristeza.

Saudades das cebolas do Egito é a doença que se abateu sobre Israel para sempre!

Jesus mesmo disse que nos dias Dele as cebolas do Egito se manifestavam pelo humor dos religiosos, os quais, à semelhança de meninos em uma praça, se convidados a cantar, diziam “não”, e se conclamados a brincar de chorar, também diziam “não”.  As saudades das cebolas do Egito se expressam como o limbo de descontentamento e de irrealidade que acomete a muita gente.

Ora, quando a pessoa não anda em contentamento, jamais aprenderá a viver sem fazer transferências de ilusórias felicidades para as cebolas do Egito.   Somente o contentamento em Deus é que pode nos fazer viver sem esquecimento auto-imposto, sem auto-engano, sem transformações arbitrarias de angustias passadas em memórias de alegria, sem maquiagens de mentira na realidade, e, sobretudo, sem o surto de abraçar a sucuri que nos matava, só que agora a chamando de “meu amor”.  É o olhar do contentamento o poder que nos mantém na realidade.

Sim! Pois sem o contentamento que excede ao entendimento [e as sensorialidades], e que decorre da fé, ninguém pode viver cada dia o seu próprio mal; e isto sem a fantasia de que o que um dia se pensou ter, e que se descobriu que era mal, não retorne a nós com poderes de sedução semelhantes aos das cebolas do Egito.

Contentamento, no entanto, é filho da confiança no cuidado do Pai por nós.   É por isto que se diz que o justo viverá pela fé, pois, de fato, tudo volta sempre para o mesmo lugar: confiar ou não confiar.  Quem não anda pela fé, quando o deserto se alonga, e a jornada demora, muitas vezes acaba chamando “urubu de meu louro”.

Ora, quando é assim tem gente que fica com saudade até da morte da qual um dia fugiu. Você é um desses?


Caio

23 de setembro de 2008
Lago Norte
Brasília
DF

quarta-feira, 17 de março de 2010

Um texto terrível sobre ir à escola


Não fui eu quem escreveu. Sou inocente.

CHEGA DE ESCOLA

"...Pelo que percebia na minha época e percebo mais ainda agora, as melhores escolas do Brasil formam uma legião de cretinos semianalfa. As exceções se devem à influência de pais e amigos, uma ou outra escola, um ou outro professor, ou acidentes genéticos. Ninguém sabe de nada, ninguém lê, ninguém escreve direito, ninguém fala inglês, e pior: ninguém é curioso. As piores escolas, não quero nem imaginar, mas deve ser a mesma porcaria e com balas voando pra todo lado. Minha teoria é que toda escola serve para esmagar o espírito e a imaginação do ser humano para que ele se torne um escravo zumbi da sociedade. É também um lugar para os pais estacionarem os filhos durante o horário comercial..." (Continue lendo)

segunda-feira, 8 de março de 2010

É mais econômico andar com os vidros abertos ou o ar-condicionado ligado?

Quantas vezes você se perguntou isso???? Pois meu blog também é utilidade pública:

" ...  Depois de serem feitos outros testes, os Mythbusters descobriram que quando se mantém uma velocidade inferior a 80km/h, o consumo de combustível, devido ao arrasto produzido pelo ar, não é maior que o consumo do ar-condicionado. Então, neste caso, é melhor abrir os vidros e curtir a brisa. Mas, se você estiver acima de 80km/h essa relação de consumo se inverte. Nesse caso, feche os vidros e ligue o ar-condicionado..."

Pra você não dizer que estou inventando, acesse AQUI para receber as informação do quês e porquês.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Não é Malu Mulher, é Mulher Mula... - Por Caio Fábio

"Por que as mulheres agüentam tanta loucura de homem?...


Por que mulheres boas, lindas, inteligentes, independentes, solteiras ou livres caso desejem, apesar disso, adotam um homem, um sacana, um aproveitador, um escorão, um progenitor que além de sêmen nada tem..., um macho somente reconhecível pela existência do pinto..., um bobão que só fala de futebol, ou da cerveja como assunto..., ou do carro como troféu..., ou do trabalho como sentido da vida..., ou do salário como validador do sucesso..., ou de livros como se fossem concorrentes..., ou de reflexão como "coisa de mulherzinha"...?...


Sim, por quê? E por
Por que as mulheres em geral se apaixonam justamente pelos homens que fazem sofrer?  Noto cada vez mais que o padrão de paixão feminino mudou.  Agora as paixões olham perfis e a capacidade do cara se vender conforme o mito da expectativa feminina.  As mulheres estão se apaixonando cada vez mais por homens atores. E mais:


Quanto mais surtado, mais ciumento, mais capaz de rodar a baiana..., mais capaz de bater de paixão, de espancar por “amor”, de babar de raiva, de fazer sexo como quem agride de desejo, como quem diz "Ou você é minha ou não será de mais ninguém"... — mais desejado o maluco será; e mais louca como uma égua no cio tal mulher escrava da loucura como amor se tornará.


Para esse tipo de mulher, homem bom é homem arriscado,  é homem impossível, é homem proibido... é homem moleque e leviano. E mais:  A doença dos perfis também cria outro subproduto. Sim, o produto é uma expectativa inatingível.   Sim, por razões que somente a ela cabem saber, a mulher prefere a impossibilidade gostosa à verdade disponível.  No entanto, como ela não se aprecia, ela inventa um perfil, o qual falsifica a aparência física dela, embora capriche nas descrições de quem seja a pessoa; ou seja: de quem a mulher quer ser, embora ela não seja.


Assim, como ela agora está linda no perfil, julga que o perfil lhe trará um homem lindo. Então, em algum chat da vida, ela encontra alguém.  Assim, inicia-se uma câmara de mentira e fantasia.  Até que o cara venha e veja.  Ora, já que ele fez a viagem, ele come.  Come e vai.  Limpa a boca e não aparece mais. 


E assim vão as mulheres.


Outro perfil... Quem sabe outro cara... Além disso, há os casos presenciais. Entretanto, o mesmo fenômeno está presente.  Sim, quase todas as mulheres querem um homem de novela.  Ora, os homens de novela são uma novela.  Não dará certo, mas ela será comida mais uma vez. Então a mulher se frustra de novo... Muitas falam comigo.  Digo que elas têm expectativas fantasiosas. Informo sobre a existência de homens legais e bons.  Mas as mulheres não se interessam.  Dizem que falta charme...  Falta "pegada"... Falta loucura agressiva na cama... Falta cara de homem de novela...


Apresento gente boa.  Mas gente boa não serve...


Parece que as mulheres preferem cada vez um bom risco de desgraça do que uma boa chance de sucesso relacional. Para cada 10 cartas de mulheres que recebo reportando problemas afetivos ou relacionais, saiba: sete a cartas nada mais me dizem além do fato que a mulher escolheu como quis e porque quis, e, depois, diz ter se surpreendido com o óbvio.


Encontrou o cara no adultério, e quer fidelidade; encontrou o cara na paquera leviana, e depois quer sobriedade; encontrou o cara na casualidade, depois quer compromisso e sentido; encontrou o homem como se fora um menino, e, depois, quer que o homem vire um sábio.  Encontram alguém, e para encontrarem-se têm que mentir, mas depois de um tempo a mulher me escreve dizendo que não entende como seu companheiro mente e engana tanto...


No passado as mulheres eram mais realistas, apesar de todas as limitações sociais e econômicas que condicionavam as suas vidas frequentemente ao que não desejavam como casamento.  Mas o senso de realidade era tão maior, que, apesar disso, muitas mulheres com tais limitações ainda encontravam vínculos muito melhores.  E por quê?  Ora, é porque não havia fantasia... Hoje as mulheres buscam fantasia, não relacionamentos.  E pior: ficará ainda bem pior!  Mas que me espanta, creia, me espanta...


Sim, assusta ver como a preferência é pela possibilidade da tragédia, desde que o cara tenha qualquer charme novelesco.  E depois ainda tem gente que me escreve e me pergunta: “Caio, onde estava Deus que me deixou amar esse maluco?”  Ora, minha resposta é uma só:  “Deus estava sendo Deus, deixando você ser você no exercício da sua loucura!’ 


Cometa a sua loucura.  Ela é sua.  Mas tenha a dignidade de dizer:   “Eu gosto de apanhar... Adoro o risco de uma safadeza... Não temo ser usada e descartada... Valerá a pena, mesmo que seja apenas umas transadas sem significado...”


Melhor essa honestidade do que colocar fogo nos seios e ficar escandalizado com o fato de que as vestes se incendiaram.  O que não dá é para semear espinhos e ficar com raiva da vida quando somente nascerem espinhos e não uvas!


Quer morrer de apanhar?  Quer ser usada e esgarçada para além do que sua alma agüente arreganhar-se?  Quer gozar como quem come a última refeição?  É problema seu!  O que você não pode é perguntar:


“Deus! Por quê?”  A menos que você queira que Deus diga:  “Se enxergue sua mula!”


Pense nisso...; e não reclame mais; ou, se reclamar, melhor será se esbofetear até se auto-nocautear!"


Caio
22 de setembro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF
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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uma proposta ousada

O relacionamento entre seres humanos frequentemente é muito complicado. Mesmo assim ninguém quer ficar sozinho, certo? Cabe então a pergunta: você já considerou a hipótese de unir seu destino ao de um urso panda? Sei que o lance parece meio estranho mas considerando as vantagens... DÊ UMA CHECADA clicando aqui.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BIG BROTHER BRASIL

Talvez você já conheça mas resolvi postar porque acho que vale a pena.

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tiradas do Filipe

NO TWITTER:

Se o Microsoft Word fizesse vestibular, tiraria no máximo uns 7,5 em português.

Eu ia escrever um post no meu blog sobre o Dia do Sexo, mas ficou só com um parágrafo. Ejaculação precoce.

Eu fui anotar um telefone da internet pro papel e o primeiro passo foi dar Ctrl C.

Vendo meu voto pro político que fizer um bom mandato.

O bom de ser mendigo é não levar desaforo pra casa.

Não me interesso por súmulas do STF. Gosto de saber mesmo é de gravidez de famosas.

Se eu fosse um bairro, não gostaria de ter o nome de Moema.

Gente, preciso dizer que mudei minha posição diante da vida. Eu tava sentado, agora tô deitado. É isso.

Tem gente que, em vez de casar, entra em união instável.

Como diria o poeta mudo: "..."

Gente, descobri uma nova risada, ainda mais moderna: "alkmalkmsalkmalkms"

Tenho a mesma altura do Ronaldo Fofômeno e pelo menos 17kg a menos. Tenho chance de ir à copa, nem que seja pra tomar um cafezinho.

"Ministro sugere sexo contra a hipertensão" é a versão masculina de "Relaxa e Goza".

No G1: "Presa entre lâminas, garota só quebra perna". O editor certamente torcia por um esmagamento de crânio.

Basquete do Brasil jogou como nunca e perdeu como sempre.

"Caminhão tomba e 3 mil cervejas foram perdidas" (ORM). Calma, não se desesperem: era Cerpa.

Hoje trabalhei mais que photoshopador da Marta Suplicy.

Tô na dúvida se o nome da minha banda vai ser Esbulho Possessório ou Movimentos Peristálticos.

. Eu não protejo meus tweets porque eles sabem se defender sozinhos.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eu me rendo!

(Um texto de Danuza Leão)

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras: É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante. É muito simples: não podemos.

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante .

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres – e os maridos – de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer – sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.  Ah, quanta mentira!

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha - não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour – aquele – das executivas da Madison.

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes – aqueles que enlouquecem os homens – precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada – o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete – um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para umhappy hour.

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos – só cinco – para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria. Parabéns para quem consegue fingir tudo isso….

domingo, 14 de novembro de 2010

10 maneiras de ser respeitado no meio jornalístico

(Copiado descaradamente do blog "Oásis da Inutilidade")



Mais cedo ou mais tarde o foca percebe que precisa de algo mais para imegir socialmente entre os novos colegas jornalistas. Ser legal não é suficiente. Ser bonita(o) serve, mas apenas para o sexo oposto - e às vezes para o mesmo, também. Ser muito inteligente causa discórdia. Para que o pobre neófito redacional não se sinta perdido ao adentrar no viveiro de cobras malcriadas da redação, eu ofereço aqui carinhosamente algumas dicas preciosas. Mas atenção: não me responsabilizo por eventuais efeitos colaterais.

1 - Seja escroto


Caso você ainda não saiba, ser bonzinho está totalmente fora de moda. Só é respeitável o jornalista que tem pinta de malvado e fala muito palavrão. É claro que poucos são maus de verdade, mas o importante é a aparência. Você nem precisa ser totalmente perverso; basta demonstrar um certo viés negativo, obscuro, como se estivesse perdendo a luta para não se deixar levar pelo lado negro da força.

Quando as pessoas olharem para você, não é necessário que vejam um psicopata completo. Meio psicopata já basta. Sua imagem deve deixar uma leve incerteza no ar sobre se você realmente tropeça velhinhas na rua, cuspiu no tapete do Papa ou peida em elevador cheio.


2 - Fale mal de tudo


É uma clara continuação do primeiro tópico: nunca algo estará satisfatório para alguém realmente malvado. No seu jornal, o pauteiro é burro, o editor é anta, o chefe é jumento, a empresa é uma Arca de Noé e os textos publicados são todos uns excrementos - exceto o seu e de um ou outro amigo próximo. Aliás, quando o seu texto sai ruim, a culpa é do editor. E se você é editor, obviamente, os repórteres é que são os analfabetos.

Se este procedimento for feito da maneira correta, em vez de ser execrado você será respeitado. Eventualmente poderá ser demitido, mas continuará respeitado.


3 - Use drogas


Não só as lícitas, seu bundão. Mas comecemos por elas. Encher a cara é elementar para interagir, de preferência tendo várias histórias hilárias de porres. Quanto maior o ridículo já passado por conta do álcool, maior respeito ser-lhe-á imputado.

Um dia desses conheci um antigo repórter da Província e do Diário perambulando como mendigo na rua, barba de noé, fala atrapalhada, mas frases coesas. Ele contou rápido sua história, citou muitos jornalistas que conhecia e no final, disse "perdi para a cana...". De súbito, me veio um respeito enorme por ele.

O cigarro também dá um certo ar de confiabilidade. Não se preocupe, ninguém olha para seu pulmão preto. E cada vez menos jornalistas se preocupam em negar o uso da maconha, já tão comum. O fininho é útil, pois dá um ar de guerrilheiro zapatista. Já outros entorpecentes não são assim muito necessários, mas se quiser usar, tanto faz. O que é um peido pra quem tá cagado?


4 - Tenha pose


No fundo, jornalistas se acham. No raso, têm certeza. Treine o olhar de Clark Gable, segure o cigarro com pose de atores dos anos cinquenta e mentalize "eu sou safo" como um mantra. Tudo isso ajudará a convencer os outros e você próprio do estupendo glamour da profissão. Você tenta se segurar, mas isso exala inevitavelmente do seu ser.

Sua pose deve mostrar o quanto você é mau. Na hora do trabalho, é interessante alternar momentos de gargalhadas em altos decibéis com olhares de seriedade profunda. Só não alterne demais os dois momentos, porque esquizofrenia e bipolaridade ainda não são desejáveis na redação. A não ser que você seja chefe, claro.

5 - Auto promova-se


 De vez em quando comece frases com expressões do tipo "quando eu ganhei o prêmio tal..." e "porque a minha manchete de ontem...". Jornalista não tem o menor pudor em se exibir. Em qualquer trunfo passe verniz, multiplique por três e propague com um certo tédio, como se já fosse corriqueiro na sua vida.

Em momentos que quiser mostrar sua humildade e modéstia, solte frases com a seguinte fórmula: "Fulano nunca ______(algo que você já fez) e já tá se achando". Por mais ridícula que a auto promoção soe, é incrível como funciona. É uma espécie de marketing pessoal extremo.

Óbvio que se você exagerar, vai acabar sendo mal visto. A não ser que seja chefe, claro. Chefe é sempre mal visto.

6 - Seja uma pseudo-enciclopédia


Seja metido a saber de tudo. Soltar jargões profissionais de qualquer área faz você parecer muito safo. Afinal, em poucos meses de labuta, qualquer estagiário já entrevistou macumbeiros, astronautas, artistas querendo aparecer, políticos querendo desaparecer, físicos nucleares, policiais torturadores e até acopladores de carga de caneta Bic. Basta escrever uma matéria especial sobre construção civil para o jornalista ganhar especialização em engenharia.

Assim, você sempre sabe um pouco mais do que todo mundo. Sobre qualquer fato relevante na política e economia, você é capaz de soltar "mas isso não é tudo" ou "tem muita coisa por trás disso que vocês não sabem...". Nunca revele o segredo, claro. Apenas deixe no ar que seu conhecimento sobre o tema tem a espessura e profundidade de um buraco negro alargado pelo Kid Bengala.

7 - Seja competente

De forma alguma chega a ser uma condição impreterível, mas até que ajuda. Mas atenção: só tem o efeito esperado se praticada em conjunto com as últimas duas dicas.


8 - Seja estranho


Jornalista não é muito normal e tem orgulho disso. A esquisitisse é uma forma de se diferenciar dos seres inferiores - tipo publicitários, marqueteiros e afins. Então aflore seu lado underground e regue sua genialidade incompreendida. Use roupas "originais", tenha seu próprio "estilo" e demonstre "personalidade", assim mesmo, entre aspas. Lembre-se: qualquer coisa diferente e de difícil compreensão tende a ser respeitada.




9 - Dê para alguém

Não é só dar uma vezinha. E também não é para qualquer um. Namorar um superior ou veterano de redação pode ajudar na interação com os demais colegas. Vale para relações homo e hetero, já que redações são apinhadas de viados. Se não funcionar para ganhar o respeito de todos, ao menos de seu par você já conseguiu.


Agora, se quiser sair dando para todo mundo, ninguém vai reclamar. Só temo que isso afaste você do objetivo deste post.

10 - Integre-se a uma


Essa aqui vale até para grupos de cefalópodes. Se depois de tudo isso você não ganhar a simpatia dos colegas, faça vestibulinho pra publicidade e seja feliz.
Filipe Faraon

sábado, 13 de novembro de 2010

Sou grata à Vida




Graças À Vida

Violeta Parra

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu dois olhos que quando os abro
Distinguo perfeitamente o preto do branco
E no alto céu seu fundo estrelado
E nas multidões, o homem que eu amo

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu o ouvido que em todo seu comprimento
Grava noite e dia grilos e canários
Martírios, turbinas, latidos, aguaceiros
E a voz tão terna de meu bem amado

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu o som e o abecedário
Com ele, as palavras que penso e declaro
Mãe, amigo, irmão
E luz iluminando a rota da alma do que estou amando

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu a marcha de meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanhas e planícies
E a casa sua, sua rua e seu pátio

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu o coração que agita seu marco
Quando olho o fruto do cérebro humano
Quando olho o bom tão longe do mal
Quando olho o fundo de seus olhos claros

Agradeço à vida que me tem dado tanto
Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distinguo fortuna de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sorria! Há esperança pra você!

Você já viu seleções de fotos sobre esse assunto mas não resisti em publicar estas. Ás vezes a gente acorda meio pra baixo, nenhuma roupa presa, a maquiagem não funciona, a balança não coopera e ainda por cima acabou de chegar no prédio uma vizinha gostosa. É o fim da picada... Por isso aqui vai uma injeção de ânimo que confirma o que todos já sabemos à exaustão: não existe ninguém feio - o que existe é gente pobre. Porque até mal gosto se conserta com um personal styler.


Espantoso!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pequena grande idéia



Olha que máximo! Chega de gastar fortunas (fortunas???) comprando grampinhos para fechar saquinhos. chega do visual brega na geladeira, com pregadores de roupa prendendo os saquinhos. CLIQUE AQUI e veja só que idéia genial.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

LULA em 2009 e em 2000

Não é "intriga da oposição".

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma bacia para lavar a louça

Li este pequeno artigo e fiquei boquiaberta. Será verdade?

"Ao lavar louça durante 15 minutos com a torneira aberta em um apartamento, onde a pressão da água é maior do que em uma casa, você gasta 240 litros de água. Mas se usar uma bacia cheia d’água, ou a própria pia, para ensaboar a louça e abrir a torneira somente para o enxágüe, pode reduzir esse tempo para 5 minutos e economizar 160 litros.

Se sua família lava louça três vezes por dia, a economia diária chegará a 480 litros. Se apenas cinco famílias adotarem esse método por vinte anos, a água poupada chega a 17,5 milhões de litros, o que dá para matar a sede de quase 9 milhões de pessoas em um dia."

Nosssssa!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Piada no jornal

Acabei de assistir a uma reportagem na qual alguns cidadãos sem noção alguma de investigação policial criticam a forma como o monitoramento telefônico tem sido utilizado.  Vejam algumas das declarações cômicas proferidas:

"Algumas das pessoas sob escuta telefônica não foram sequer indiciadas em inquérito. Oh!" Quer dizer que a polícia deveria primeiro saber se a pessoa é culpada para depois investigá-la?

Sem palavras...

Com palavras: Você acha mesmo que se um criminoso soubesse que está sob suspeita ele continuaria falando de tudo ao telefone? Só se fosse muito idiota - e os idiotas são inimputáveis, portanto, por quê perder tempo investigando maluco? 

Olhe outra: "deveriam primeiro saber se a pessoa é culpada para só depois fazer a escuta." Ha ha ha.

Se a polícia já tivesse provas da culpa ou da inocência de uma pessoa, para quê fazer a maldita escuta? Me diga pelo amor de Deus!

Se alguém ainda não sabia, a melhor forma de investigar uma pessoa é não deixar que ela saiba que está sendo investigada. Isso deveria ser obvio, né?

As escutas telefônicas estão incomodando muitos bandidos muita gente. Há uma movimentação no sentido de restringir ainda mais as ações da polícia. Quem serão os beneficiados?

Fazer escuta depois do indiciamento é perda de tempo. Não dará em nada, claro! E isso levará os mal intencionados e os mal informados a dizerem "Tá vendo? A escuta não deu em nada! Eu sabia que o coitadinho era inocente!"

Afirmo uma coisa: se as escutas não fossem eficazes não haveria tanta gente incomodada com ela.

No Brasil a coisa tá ficando assim: a polícia não pode seguir ninguém se não é cercear a sua liberdade de ir e vir. Não pode algemar a menos que saiba profeticamente que o elemento pode agredir ou fazer outra maluquice qualquer. Não pode fazer escuta telefonica para investigar, só para... para quê mesmo? Se filmar o cara ele pode processar o Estado porque seria uso não autorizado da imagem. Se ele confessar o crime e assinar embaixo ainda assim ele tem uns trinta anos para provar que aquela imagem não era a dele, que aquela voz não era a dele e que aquela assinatura não era a dele. E que nem ele é ele. Se a polícia for agredida deve seguir os ensinamentos de Cristo e dar a outra face.

Fica difícil, né.  Para a polícia.  Já para o bandido...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mais amenidades - A equipe invisível

Sim, esse é mais um texto vazio de conteúdo.

Olhando besteirol na internet, cheguei a uma curiosidade: elegeram o jogador mais feio e o mais bonito da Copa. Totalmente sem noção. O Kaká Cacá e o Júlio César são muito mais bonitos do que o mais bonito eleito (Fabio Cannavaro). Por outro lado, o "mais feio" (Wayne Ronney) é príncipe encantado se comparado a 80% da nossa Seleção.  Não vou nem citar nomes. Um pelo outro, nem quero o troco.

Só há uma explicação: nossa seleção não foi observada sequer pelo ângulo estético. Fomos A Seleção Invisível.

sábado, 29 de maio de 2010

Guia machista para a Copa do Mundo

Recebi dia desses essa "pérola" pelo e-mail.
A pretensão do escritor é ser engraçado, mas tudo o que ele conseguiu é ser verdadeiro.
Quem tem ou já teve um homem, confirmará o que digo. Quem não tem precisa saber das idéias abaixo narradas, para poder decidir se quer mesmo um homem ou se o resultado do cálculo custo-benefício não é favorável à idéia.

"Durante os jogos eu estarei cego, surdo e mudo, exceto nos casos em que eu solicite que me encha o copo de cerveja, ou peça a você a gentileza de me trazer algo para comer. Você estará fora de si se achar que irei ouví-la, abrir a porta, atender o telefone ou pegar nosso bebê que possa ter caído no chão… não vai acontecer."

Leia essas e mais outras regras do  Filho da Mãe Tarado Por futebol clicando AQUI.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Saudade das cebolas...

(O texto é de Caio Fábio D'Araújo filho. Gostei)
As cebolas do Egito se tornaram famosas muito mais pelas lamurias de Israel enquanto peregrinava pelo deserto do que porque qualquer outra razão ou virtude.  O fato é que Israel fantasiou sobre as cebolas do Egito como nem os egípcios jamais o fizeram.  No Egito eles reclamavam de tudo, e nem viam as cebolas...

Agora, no deserto, comendo o maná que caía do céu todas as manhãs, e algumas codornizes que se “suicidavam” sobre eles de vez em quando, eles desenvolveram um fetiche acerca das cebolas do Egito.

Saudades do Egito.
Saudades da escravidão.
Saudades da servidão.
Saudades da opressão.
Saudades dos exatores.
Saudades das grandes pedras levadas às Pirâmides e monumentos.
Saudades do Nilo.
Saudades de Faraó.
Saudades da angustia.
Saudades de tudo...

Mas eram as cebolas as simbolizações de tal desejo: comer cebolas.

Eu gosto muito de cebola. Cebola de todo jeito, mas, especialmente, crua.  Já tive uma compulsão por cebola...  Sim! Em 1998, no mês de dezembro, todo estressado, oprimido de todos os lados, temendo que meu corpo não agüentasse as pressões, os cercos, as ameaças, as sentenças, e tudo o mais — comecei a sentir necessidade de comer cebola. 
Descascava a cebola e a comia crua.  Depois descobri que era meu corpo que estava pedindo a cebola. Posteriormente um médico veio a me receitar cebola e alho por 21 dias.
Que jejum! Somente cebola, alho, alface nas duas primeiras semanas, e, depois, somente cebola e alho; a salvação era poder beber muita água.  E não foi o médico do Conde Drácula quem me receitou tal dieta. Mas funcionou. E, como resultado, limpou meu sangue, que estava uma lama de plasma dês-sistematizado. Entretanto, nunca mais senti tal desejo!
Como cebola de modo normal; e não sinto nenhum impulso especial, muito menos saudade de cebola.

Todavia, esse súbito desejo por cebolas do Egito é um fenômeno psicológico comum entre os homens.

Sentir saudades das cebolas do passado é a doença de muitos!  Ora, pergunta você:  O que é sentir saudades das cebolas do Egito?

O Egito é o passado. As cebolas são as transferências que se faz quando o que era ainda futuro se faz presente contra as nossas expectativas, ou ilusões, ou rabugices.

Assim, alguém pede a Deus libertação de algo ou de alguém, ou de uma situação terrível. Algo tão ruim quanto existir para construir Pirâmides para faraós.  Sim! Era uma relação adoecida e perversa, ou um casamento mal e odiento, ou ainda era um patrão tarado por controle.  A pessoa fica livre!...   Mas, então, depois de um tempo, sente saudades da doença como um porco deseja a lama!

Desse modo, a saudade da cebola do Egito é qualquer coisa que no passado tenha sido uma desgraça, e que, agora, pela falta de senso de realidade, se torne para nós o que nunca antes foi ou será.

É assim que toda hora vejo pessoas que me angustiavam a alma com suas dores, de súbito, terem a cara de pau de vir até mim dizendo maravilhas sobre aquilo mesmo que no passado as matava de tristeza.

Saudades das cebolas do Egito é a doença que se abateu sobre Israel para sempre!

Jesus mesmo disse que nos dias Dele as cebolas do Egito se manifestavam pelo humor dos religiosos, os quais, à semelhança de meninos em uma praça, se convidados a cantar, diziam “não”, e se conclamados a brincar de chorar, também diziam “não”.  As saudades das cebolas do Egito se expressam como o limbo de descontentamento e de irrealidade que acomete a muita gente.

Ora, quando a pessoa não anda em contentamento, jamais aprenderá a viver sem fazer transferências de ilusórias felicidades para as cebolas do Egito.   Somente o contentamento em Deus é que pode nos fazer viver sem esquecimento auto-imposto, sem auto-engano, sem transformações arbitrarias de angustias passadas em memórias de alegria, sem maquiagens de mentira na realidade, e, sobretudo, sem o surto de abraçar a sucuri que nos matava, só que agora a chamando de “meu amor”.  É o olhar do contentamento o poder que nos mantém na realidade.

Sim! Pois sem o contentamento que excede ao entendimento [e as sensorialidades], e que decorre da fé, ninguém pode viver cada dia o seu próprio mal; e isto sem a fantasia de que o que um dia se pensou ter, e que se descobriu que era mal, não retorne a nós com poderes de sedução semelhantes aos das cebolas do Egito.

Contentamento, no entanto, é filho da confiança no cuidado do Pai por nós.   É por isto que se diz que o justo viverá pela fé, pois, de fato, tudo volta sempre para o mesmo lugar: confiar ou não confiar.  Quem não anda pela fé, quando o deserto se alonga, e a jornada demora, muitas vezes acaba chamando “urubu de meu louro”.

Ora, quando é assim tem gente que fica com saudade até da morte da qual um dia fugiu. Você é um desses?


Caio

23 de setembro de 2008
Lago Norte
Brasília
DF

quarta-feira, 17 de março de 2010

Um texto terrível sobre ir à escola


Não fui eu quem escreveu. Sou inocente.

CHEGA DE ESCOLA

"...Pelo que percebia na minha época e percebo mais ainda agora, as melhores escolas do Brasil formam uma legião de cretinos semianalfa. As exceções se devem à influência de pais e amigos, uma ou outra escola, um ou outro professor, ou acidentes genéticos. Ninguém sabe de nada, ninguém lê, ninguém escreve direito, ninguém fala inglês, e pior: ninguém é curioso. As piores escolas, não quero nem imaginar, mas deve ser a mesma porcaria e com balas voando pra todo lado. Minha teoria é que toda escola serve para esmagar o espírito e a imaginação do ser humano para que ele se torne um escravo zumbi da sociedade. É também um lugar para os pais estacionarem os filhos durante o horário comercial..." (Continue lendo)

segunda-feira, 8 de março de 2010

É mais econômico andar com os vidros abertos ou o ar-condicionado ligado?

Quantas vezes você se perguntou isso???? Pois meu blog também é utilidade pública:

" ...  Depois de serem feitos outros testes, os Mythbusters descobriram que quando se mantém uma velocidade inferior a 80km/h, o consumo de combustível, devido ao arrasto produzido pelo ar, não é maior que o consumo do ar-condicionado. Então, neste caso, é melhor abrir os vidros e curtir a brisa. Mas, se você estiver acima de 80km/h essa relação de consumo se inverte. Nesse caso, feche os vidros e ligue o ar-condicionado..."

Pra você não dizer que estou inventando, acesse AQUI para receber as informação do quês e porquês.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Não é Malu Mulher, é Mulher Mula... - Por Caio Fábio

"Por que as mulheres agüentam tanta loucura de homem?...


Por que mulheres boas, lindas, inteligentes, independentes, solteiras ou livres caso desejem, apesar disso, adotam um homem, um sacana, um aproveitador, um escorão, um progenitor que além de sêmen nada tem..., um macho somente reconhecível pela existência do pinto..., um bobão que só fala de futebol, ou da cerveja como assunto..., ou do carro como troféu..., ou do trabalho como sentido da vida..., ou do salário como validador do sucesso..., ou de livros como se fossem concorrentes..., ou de reflexão como "coisa de mulherzinha"...?...


Sim, por quê? E por
Por que as mulheres em geral se apaixonam justamente pelos homens que fazem sofrer?  Noto cada vez mais que o padrão de paixão feminino mudou.  Agora as paixões olham perfis e a capacidade do cara se vender conforme o mito da expectativa feminina.  As mulheres estão se apaixonando cada vez mais por homens atores. E mais:


Quanto mais surtado, mais ciumento, mais capaz de rodar a baiana..., mais capaz de bater de paixão, de espancar por “amor”, de babar de raiva, de fazer sexo como quem agride de desejo, como quem diz "Ou você é minha ou não será de mais ninguém"... — mais desejado o maluco será; e mais louca como uma égua no cio tal mulher escrava da loucura como amor se tornará.


Para esse tipo de mulher, homem bom é homem arriscado,  é homem impossível, é homem proibido... é homem moleque e leviano. E mais:  A doença dos perfis também cria outro subproduto. Sim, o produto é uma expectativa inatingível.   Sim, por razões que somente a ela cabem saber, a mulher prefere a impossibilidade gostosa à verdade disponível.  No entanto, como ela não se aprecia, ela inventa um perfil, o qual falsifica a aparência física dela, embora capriche nas descrições de quem seja a pessoa; ou seja: de quem a mulher quer ser, embora ela não seja.


Assim, como ela agora está linda no perfil, julga que o perfil lhe trará um homem lindo. Então, em algum chat da vida, ela encontra alguém.  Assim, inicia-se uma câmara de mentira e fantasia.  Até que o cara venha e veja.  Ora, já que ele fez a viagem, ele come.  Come e vai.  Limpa a boca e não aparece mais. 


E assim vão as mulheres.


Outro perfil... Quem sabe outro cara... Além disso, há os casos presenciais. Entretanto, o mesmo fenômeno está presente.  Sim, quase todas as mulheres querem um homem de novela.  Ora, os homens de novela são uma novela.  Não dará certo, mas ela será comida mais uma vez. Então a mulher se frustra de novo... Muitas falam comigo.  Digo que elas têm expectativas fantasiosas. Informo sobre a existência de homens legais e bons.  Mas as mulheres não se interessam.  Dizem que falta charme...  Falta "pegada"... Falta loucura agressiva na cama... Falta cara de homem de novela...


Apresento gente boa.  Mas gente boa não serve...


Parece que as mulheres preferem cada vez um bom risco de desgraça do que uma boa chance de sucesso relacional. Para cada 10 cartas de mulheres que recebo reportando problemas afetivos ou relacionais, saiba: sete a cartas nada mais me dizem além do fato que a mulher escolheu como quis e porque quis, e, depois, diz ter se surpreendido com o óbvio.


Encontrou o cara no adultério, e quer fidelidade; encontrou o cara na paquera leviana, e depois quer sobriedade; encontrou o cara na casualidade, depois quer compromisso e sentido; encontrou o homem como se fora um menino, e, depois, quer que o homem vire um sábio.  Encontram alguém, e para encontrarem-se têm que mentir, mas depois de um tempo a mulher me escreve dizendo que não entende como seu companheiro mente e engana tanto...


No passado as mulheres eram mais realistas, apesar de todas as limitações sociais e econômicas que condicionavam as suas vidas frequentemente ao que não desejavam como casamento.  Mas o senso de realidade era tão maior, que, apesar disso, muitas mulheres com tais limitações ainda encontravam vínculos muito melhores.  E por quê?  Ora, é porque não havia fantasia... Hoje as mulheres buscam fantasia, não relacionamentos.  E pior: ficará ainda bem pior!  Mas que me espanta, creia, me espanta...


Sim, assusta ver como a preferência é pela possibilidade da tragédia, desde que o cara tenha qualquer charme novelesco.  E depois ainda tem gente que me escreve e me pergunta: “Caio, onde estava Deus que me deixou amar esse maluco?”  Ora, minha resposta é uma só:  “Deus estava sendo Deus, deixando você ser você no exercício da sua loucura!’ 


Cometa a sua loucura.  Ela é sua.  Mas tenha a dignidade de dizer:   “Eu gosto de apanhar... Adoro o risco de uma safadeza... Não temo ser usada e descartada... Valerá a pena, mesmo que seja apenas umas transadas sem significado...”


Melhor essa honestidade do que colocar fogo nos seios e ficar escandalizado com o fato de que as vestes se incendiaram.  O que não dá é para semear espinhos e ficar com raiva da vida quando somente nascerem espinhos e não uvas!


Quer morrer de apanhar?  Quer ser usada e esgarçada para além do que sua alma agüente arreganhar-se?  Quer gozar como quem come a última refeição?  É problema seu!  O que você não pode é perguntar:


“Deus! Por quê?”  A menos que você queira que Deus diga:  “Se enxergue sua mula!”


Pense nisso...; e não reclame mais; ou, se reclamar, melhor será se esbofetear até se auto-nocautear!"


Caio
22 de setembro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF