HTML - Um mistério. (Não dá pra entender como é que vídeos, fotos, páginas ou qualquer outra coisa pode ser formada por aquela sequência tão improvável de letras.)
Tribos urbanas - Conjunto de pessoas que precisam desesperadamente se sentir diferente dos outros e ao mesmo tempo semelhantes a alguém.
Adolescente linda - uma criança que ganhou uma fortuna mas não faz a menor idéia do que fazer com aquilo tudo.
Colônia de férias - livrar-se das crianças sem ter culpa.
Workaholic - alguém muito infeliz mas que se recusa a pensar a respeito.
Carola - alguém muito infeliz mas que se recusa a pensar a respeito.
Políticos - alguém que precisa se afastar dos humanos para alcançar seus objetivos.
Líderes espirituais - A única maneira de acreditarem que "chegaram lá" é cercando-se de pessoas que os admiram por acreditarem que de fato eles "chegaram lá."
Roqueiro - Carega a cruz de um sentimento incômodo.
Stripper - Alguém que vive com um cronômetro em contagem regressiva pendurado no pescoço.
Policial - Uma pessoa que seca gêlo.
Juiz - Passa a vida tentando se convencer de que fez a coisa certa.
Artista - Alguém que se dedica a mostrar aos outros que a vida é bela mesmo quando dói.
Criança - Um adulto sem medo.
Adulto - Uma criança com medo.
Perdão - A melhor injustiça que alguém pode cometer na vida.
Ódio - Um tipo de câncer.
Sexo - O melhor que o corpo pode fazer por si mesmo a curto prazo.
Envelhecimento - Deus tentando nos persuadir de que está na hora de cair fora.
Juventude - O melhor e o pior da vida em um mesmo pacote de tempo.
Doença - Tratamento de choque para passarmos a enxergar o que nos recusávamos a ver.
Cobiça - Ódio disfarçado de desejo.
Filhos - A aflição de amar o que lhe foge.
Esterilidade - Passar a vida imaginando como poderia ter sido.
Despedida - Nunca é a última.
Chá de calcinha - Mais um evento desnecessário só para encher o saco das pessoas .
Despedida de solteiro - prêmio de consolação para quem, segundo os amigos, está entrando numa furada.
Sogra - Mais uma mulher em sua vida para você se preocupar em não magoar.
Sogro - Não fede nem cheira. Não vai incomodar desde que você não sente na poltrona dele.
Blog - Uma oportunidade de dizer o que ninguém está com paciência para ouvir.
Tintura de cabelo - Tente se libertar. Depois me avise se conseguiu.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Mulher chata
(Outro dia escreverei sobre Homem Chato)
1- Se tranca em casa (nenhuma programação a agrada) mas vive reclamando que não sai pra lugar nenhum.
2- Não quer que o filho brinque de nada que o faça suar, sujar ou cansar. Vive proibindo, lavando e guardando o pobre moleque dentro de casa.
3 - Nenhum dos amigos do seu filho presta. São todos mal educados ou bandidinhos ou cheios de mal costume.
4- Nenhum dos amigos do seu marido presta. Todos são chatos ou cachaceiros ou mulherengos ou bagunceiros ou burros ou só falam em futebol ou só falam em trabalho ou só falam em política ou... Afe!
5- Nenhuma das esposas dos amigos de seu marido prestam: querem ser melhores do que todo mundo, só falam nos filhos ou só falam no trabalho ou são fúteis, ou são carolas demais ou são mundanas demais, falam demais, falam de menos, vivem reparando em tudo, são fofoqueiras, são velhas demais, são novas demais...
6- Nenhuma namorada de seu filho presta: são todas vagabundas, burras, vulgares e interesseiras.
7- A mulher chata até faz o favor de transar com o marido mas é cheia de restrições. É a rainha do "aí não", "você está me machucando", "isso é ridículo! Não vou fazer", "meu Deus, você é tarado!", "tenho nojo", "isso é coisa para vagabunda; não sou vagabunda!" "isso é constrangedor", "isso é pecado", "ainda é cedo", "já é tarde" ou "de novo????".
8 - Não faz nada pelo marido. Ele tem que fazer tudo por ela mas ela "não nasceu para ser escrava". Ele nasceu.
9 - Reclama da mania dele de ler jornal, de assistir noticiários, de andar de cuecas pela casa, de não usar perfume, de usar um perfume desagradável, de não fazer nada ou de ser metido a fazer tudo.
10 - Fica irritadíssima com as manias dos outros, mas não se toca das suas.
11 - Está sempre inventando uma ocupação para nao dar atenção a ninguém mas reclama que ninguém lhe dá atenção.
12- Enche o saco com ciúmes. Toda mulher é vagabunda e está doidinha pelo marido dela.
13 - Nunca jamais esquece uma mágoa. Perdão não faz parte do seu dicionário.
14 - Está sempre com cara fechada ou com cara de sofredora.
15 - Apesar de estar sempre com cara fechada ou com cara de sofredora, não entende porque os amigos do marido não vão com a cara dela. Nem as esposas deles.
16- Apesar de continuar com a cara fechada ou de sofredora, não entende porque o marido não a deseja. Ela quer ser desejada - só para poder reclamar depois que o marido só pensa "naquilo".
17 - Implica com todas as empregadas domésticas. Nenhuma presta: todas são burras, preguiçosas, esbanjadoras, mal criadas, assanhadas, porcas.
18- Ninguém faz nada bem feito.
19- Em todas as situações ela só tem direitos, nunca deveres.
20- Cobra de todo mundo mas ela mesma é uma nulidade. Não sabe fazer nada que preste.
21- Toda vez que o marido a convida para sair, ela 1) está cansada; 2) não tem roupa; 3) o cabelo está horrível; 4) as unhas estão feias; 5) Preferia ir a outro lugar; 06) está com cólica; 07) está com dor de cabeça;
22) Se o marido lhe dá um presente, diz que aquilo só pode ser dor na consciência. "O que você anda aprontando"?! Se não dá, é porque não a ama mais.
23) Está sempre de mal humor ou doente ou cansada. Já falei isso? Tá vendo como é chato viver repetindo as coisas?
24) Nâo vai na casa da sogra porque ela tem todos os defeitos do mundo - mas a mãe dela é perfeita.
25) Só seus parentes prestam;
26) Tem mania de limpeza. Aos seus olhos tudo é sujo e nojento. Ela poderia trancar-se em um quarto esterilizado, mas prefere azucrinar a família.
27) Odeia hotéis porque lá é tudo sujo.
28) Odeia motéis porque lá é tudo sujo
29) Odeia se hospedar na casa dos outros porque lá é tudo sujo.
30) Ninguém pode pegar no seu bebê porque todo mundo é muito sujo.
31) "Aquilo" também é muito sujo.
1- Se tranca em casa (nenhuma programação a agrada) mas vive reclamando que não sai pra lugar nenhum.
2- Não quer que o filho brinque de nada que o faça suar, sujar ou cansar. Vive proibindo, lavando e guardando o pobre moleque dentro de casa.
3 - Nenhum dos amigos do seu filho presta. São todos mal educados ou bandidinhos ou cheios de mal costume.
4- Nenhum dos amigos do seu marido presta. Todos são chatos ou cachaceiros ou mulherengos ou bagunceiros ou burros ou só falam em futebol ou só falam em trabalho ou só falam em política ou... Afe!
5- Nenhuma das esposas dos amigos de seu marido prestam: querem ser melhores do que todo mundo, só falam nos filhos ou só falam no trabalho ou são fúteis, ou são carolas demais ou são mundanas demais, falam demais, falam de menos, vivem reparando em tudo, são fofoqueiras, são velhas demais, são novas demais...
6- Nenhuma namorada de seu filho presta: são todas vagabundas, burras, vulgares e interesseiras.
7- A mulher chata até faz o favor de transar com o marido mas é cheia de restrições. É a rainha do "aí não", "você está me machucando", "isso é ridículo! Não vou fazer", "meu Deus, você é tarado!", "tenho nojo", "isso é coisa para vagabunda; não sou vagabunda!" "isso é constrangedor", "isso é pecado", "ainda é cedo", "já é tarde" ou "de novo????".
8 - Não faz nada pelo marido. Ele tem que fazer tudo por ela mas ela "não nasceu para ser escrava". Ele nasceu.
9 - Reclama da mania dele de ler jornal, de assistir noticiários, de andar de cuecas pela casa, de não usar perfume, de usar um perfume desagradável, de não fazer nada ou de ser metido a fazer tudo.
10 - Fica irritadíssima com as manias dos outros, mas não se toca das suas.
11 - Está sempre inventando uma ocupação para nao dar atenção a ninguém mas reclama que ninguém lhe dá atenção.
12- Enche o saco com ciúmes. Toda mulher é vagabunda e está doidinha pelo marido dela.
13 - Nunca jamais esquece uma mágoa. Perdão não faz parte do seu dicionário.
14 - Está sempre com cara fechada ou com cara de sofredora.
15 - Apesar de estar sempre com cara fechada ou com cara de sofredora, não entende porque os amigos do marido não vão com a cara dela. Nem as esposas deles.
16- Apesar de continuar com a cara fechada ou de sofredora, não entende porque o marido não a deseja. Ela quer ser desejada - só para poder reclamar depois que o marido só pensa "naquilo".
17 - Implica com todas as empregadas domésticas. Nenhuma presta: todas são burras, preguiçosas, esbanjadoras, mal criadas, assanhadas, porcas.
18- Ninguém faz nada bem feito.
19- Em todas as situações ela só tem direitos, nunca deveres.
20- Cobra de todo mundo mas ela mesma é uma nulidade. Não sabe fazer nada que preste.
21- Toda vez que o marido a convida para sair, ela 1) está cansada; 2) não tem roupa; 3) o cabelo está horrível; 4) as unhas estão feias; 5) Preferia ir a outro lugar; 06) está com cólica; 07) está com dor de cabeça;
22) Se o marido lhe dá um presente, diz que aquilo só pode ser dor na consciência. "O que você anda aprontando"?! Se não dá, é porque não a ama mais.
23) Está sempre de mal humor ou doente ou cansada. Já falei isso? Tá vendo como é chato viver repetindo as coisas?
24) Nâo vai na casa da sogra porque ela tem todos os defeitos do mundo - mas a mãe dela é perfeita.
25) Só seus parentes prestam;
26) Tem mania de limpeza. Aos seus olhos tudo é sujo e nojento. Ela poderia trancar-se em um quarto esterilizado, mas prefere azucrinar a família.
27) Odeia hotéis porque lá é tudo sujo.
28) Odeia motéis porque lá é tudo sujo
29) Odeia se hospedar na casa dos outros porque lá é tudo sujo.
30) Ninguém pode pegar no seu bebê porque todo mundo é muito sujo.
31) "Aquilo" também é muito sujo.
domingo, 21 de novembro de 2010
Na traaaaaave!
Pra você ver como nem tudo é perfeito:
Quem me conhece sabe que um dos meus (muitos) sonho de criança era entrar em um castelo de verdade. É que eu era leitora contumaz de contos de fadas, daí o delírio. Anos e anos dizendo para mim mesma que um dia eu iria entrar em um castelo medieval, nem que fosse por um minutinho. E não é que QUASE entrei? Quase, mas não consegui. Um pequeno "não" da vida só para eu realinhar minha mente perante a realidade de que não podemos ter tudo.
A primeira bola na trave foi em Londres. Eu ia aproveitar a tarde livre para ir ao Castelo da Ponte, no Centro da cidade, que era o local onde morou Henrique VIII. Fui convencida a não fazê-lo porque no dia seguinte iríamos a Windsor e o castelo de Windsor é muito maior e mais bonito. Tudo bem, fui aproveitar outros lugares e esperei. No dia seguinte, conforme o combinado, fomos a Windsor. Só que a Rainha estava em casa e estavam preparando um evento especial (parece-me que era o noivado do Príncipe William), por isso não permitiram visitas JUSTAMENTE naquele dia. Resultado: tirei umas fotos chochas do bendito castelo (enoooooorrme) e fui embora cabisbaixa desejando vida longa à Rainha.
Esse outro castelo aí, muito bonito (um décimo do tamanho do castelo de Windsor, mas já quebrava o maior galho!) está localizado na Bélgica. Passei raspando em um passeio de barco. Quase que pulo na água para escalar seus muros e usar até de violência para entrar. Desisti porque estava muito frio.
Houve um terceiro castelo que passei pertiiiiinho mas não deu pra entrar. Nem tirei foto para não ficar com mais raiva.
Entrei em palácios mas... não é a mesma coisa.
Tudo bem, tudo bem. Deixe estar que um dia eu chego lá.
Quem me conhece sabe que um dos meus (muitos) sonho de criança era entrar em um castelo de verdade. É que eu era leitora contumaz de contos de fadas, daí o delírio. Anos e anos dizendo para mim mesma que um dia eu iria entrar em um castelo medieval, nem que fosse por um minutinho. E não é que QUASE entrei? Quase, mas não consegui. Um pequeno "não" da vida só para eu realinhar minha mente perante a realidade de que não podemos ter tudo.
A primeira bola na trave foi em Londres. Eu ia aproveitar a tarde livre para ir ao Castelo da Ponte, no Centro da cidade, que era o local onde morou Henrique VIII. Fui convencida a não fazê-lo porque no dia seguinte iríamos a Windsor e o castelo de Windsor é muito maior e mais bonito. Tudo bem, fui aproveitar outros lugares e esperei. No dia seguinte, conforme o combinado, fomos a Windsor. Só que a Rainha estava em casa e estavam preparando um evento especial (parece-me que era o noivado do Príncipe William), por isso não permitiram visitas JUSTAMENTE naquele dia. Resultado: tirei umas fotos chochas do bendito castelo (enoooooorrme) e fui embora cabisbaixa desejando vida longa à Rainha.
Esse outro castelo aí, muito bonito (um décimo do tamanho do castelo de Windsor, mas já quebrava o maior galho!) está localizado na Bélgica. Passei raspando em um passeio de barco. Quase que pulo na água para escalar seus muros e usar até de violência para entrar. Desisti porque estava muito frio.
Houve um terceiro castelo que passei pertiiiiinho mas não deu pra entrar. Nem tirei foto para não ficar com mais raiva.
Entrei em palácios mas... não é a mesma coisa.
Tudo bem, tudo bem. Deixe estar que um dia eu chego lá.
sábado, 20 de novembro de 2010
Desespero e aflição

Há desespero nas águas saídas dos esconderijos. São quase humanas em suas mágoas. Dirigem-se à perdição geladas, como todo condenado prestes à execução. Vêm de um rio de ventre gelado, arranhado por mil pedrinhas, revolvido por peixes, folhas, galhos e cabelos de moças apaixonadas que também desistiram de viver.
Jogam-se, quebram-se desfeitas em milhões de cacos redondos, gotas de vidro, pérolas brancas e fugazes. São também leite espumante e véu de gotículas que tecem fina rede capaz de acolher um arco-íris inteirinho.
Há desespero nas águas
Quase humanas em suas mágoas...
Loucas, fingem poder voar. Por instantes pairam no nada sem respirar mas logo caem, suicidas, sobre as pedras horrorizadas, trêmulas. A queda fatal e a fuga envergonhada para as margens dos lagos. aflição... Desintegração...
Há então desespero nas pedras, aflitas nessa imobilidade. Quantas mortes apararam? Quantos olhos de vidro! Quantos cabelos e vapores brancos já alisaram suas cascas frias!
As pedras são quase parteiras que aparam, abraçam mas se despedem das águas frias e órfãs. São abortos a serem sugados para o centro escuro do mundo.
Jogam-se, quebram-se desfeitas em milhões de cacos redondos, gotas de vidro, pérolas brancas e fugazes. São também leite espumante e véu de gotículas que tecem fina rede capaz de acolher um arco-íris inteirinho.
Há desespero nas águas
Quase humanas em suas mágoas...
Loucas, fingem poder voar. Por instantes pairam no nada sem respirar mas logo caem, suicidas, sobre as pedras horrorizadas, trêmulas. A queda fatal e a fuga envergonhada para as margens dos lagos. aflição... Desintegração...
Há então desespero nas pedras, aflitas nessa imobilidade. Quantas mortes apararam? Quantos olhos de vidro! Quantos cabelos e vapores brancos já alisaram suas cascas frias!
As pedras são quase parteiras que aparam, abraçam mas se despedem das águas frias e órfãs. São abortos a serem sugados para o centro escuro do mundo.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Odiei Paris
Mentira!
Disse isso só para chamar sua atenção e para fazer um charminho. Tem gente que adora fazer charme dizendo que não gosta das coisas que todo mundo diz que gosta. Experimentei falar que odiei só para ver se eu conseguia sentir o prazer superior que essas pessoas parecem sentir. Passei batido, não senti nada... portanto: adorei Paris. Masssss...
Mas foi na Inglaterra que conheci um monte de gente muito legal e admirável. Você conhece esses caras das fotos? Pois é. Depois te conto.
Disse isso só para chamar sua atenção e para fazer um charminho. Tem gente que adora fazer charme dizendo que não gosta das coisas que todo mundo diz que gosta. Experimentei falar que odiei só para ver se eu conseguia sentir o prazer superior que essas pessoas parecem sentir. Passei batido, não senti nada... portanto: adorei Paris. Masssss...
Mas foi na Inglaterra que conheci um monte de gente muito legal e admirável. Você conhece esses caras das fotos? Pois é. Depois te conto.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Licença maternidade - tire suas dúvidas
Como sou boazinha ( hoje vou ter que encher linguiça) partilho com vocês um artigo que li sobre sobre LICENÇA MATERNIDADE. Sério, achei interessante. Clique AQUI e tire suas dúvidas.
Ao final da reportagem há uma boa participação dos leitores a respeito do assunto.
Fora essa discução... Estou pensando se não seria mais interessante transformar o "direito de cuidar do próprio filhos" em obrigação "obrigação de cuidar dos próprios filhos". Porque direito a gente pode abrir mão mas não podemos abrir mão de uma obrigação.
Penso que se fosse transformado o tal direito em obrigação MESMO, com penalização séria contra pais relapsos e desalmados, haveria menos bandido no mundo. É fácil ter "plantação de filho" como quem tem plantação de batata: deixa no sol e na chuva, cresce por si só e acabou-se.
Pais comprovadamente irresponsáveis deveriam ser penalizados com a perda da guarda e esterilização. Aí pronto, é só soltar os fogosos no mundo pra transarem até o Cão dizer basta.
A idéia da esterilização no lugar da pena me parece ótima. O problema são nossos pruridos morais e "humanitários". Eles atravancam tudo. Já tem um, dois filhos, tudo jogado pelo mundo? As crianças já foram flagradas vagando pela noite, sem estudar, pedindo esmola etc? Vai preso. Ou é esterilizado. Os parágrafos complementares a essa lei a gente bola depois.
E não venha me falar em "conscientização". HÁ HÁ HÁ.
(Pensando bem... A quem interessa a minha opinião sobre esse assunto?)
Ao final da reportagem há uma boa participação dos leitores a respeito do assunto.
Fora essa discução... Estou pensando se não seria mais interessante transformar o "direito de cuidar do próprio filhos" em obrigação "obrigação de cuidar dos próprios filhos". Porque direito a gente pode abrir mão mas não podemos abrir mão de uma obrigação.
Penso que se fosse transformado o tal direito em obrigação MESMO, com penalização séria contra pais relapsos e desalmados, haveria menos bandido no mundo. É fácil ter "plantação de filho" como quem tem plantação de batata: deixa no sol e na chuva, cresce por si só e acabou-se.
Pais comprovadamente irresponsáveis deveriam ser penalizados com a perda da guarda e esterilização. Aí pronto, é só soltar os fogosos no mundo pra transarem até o Cão dizer basta.
A idéia da esterilização no lugar da pena me parece ótima. O problema são nossos pruridos morais e "humanitários". Eles atravancam tudo. Já tem um, dois filhos, tudo jogado pelo mundo? As crianças já foram flagradas vagando pela noite, sem estudar, pedindo esmola etc? Vai preso. Ou é esterilizado. Os parágrafos complementares a essa lei a gente bola depois.
E não venha me falar em "conscientização". HÁ HÁ HÁ.
(Pensando bem... A quem interessa a minha opinião sobre esse assunto?)
domingo, 14 de novembro de 2010
10 maneiras de ser respeitado no meio jornalístico
(Copiado descaradamente do blog "Oásis da Inutilidade")
1 - Seja escroto
Quando as pessoas olharem para você, não é necessário que vejam um psicopata completo. Meio psicopata já basta. Sua imagem deve deixar uma leve incerteza no ar sobre se você realmente tropeça velhinhas na rua, cuspiu no tapete do Papa ou peida em elevador cheio.
2 - Fale mal de tudo
Se este procedimento for feito da maneira correta, em vez de ser execrado você será respeitado. Eventualmente poderá ser demitido, mas continuará respeitado.
3 - Use drogas
Um dia desses conheci um antigo repórter da Província e do Diário perambulando como mendigo na rua, barba de noé, fala atrapalhada, mas frases coesas. Ele contou rápido sua história, citou muitos jornalistas que conhecia e no final, disse "perdi para a cana...". De súbito, me veio um respeito enorme por ele.
O cigarro também dá um certo ar de confiabilidade. Não se preocupe, ninguém olha para seu pulmão preto. E cada vez menos jornalistas se preocupam em negar o uso da maconha, já tão comum. O fininho é útil, pois dá um ar de guerrilheiro zapatista. Já outros entorpecentes não são assim muito necessários, mas se quiser usar, tanto faz. O que é um peido pra quem tá cagado?
4 - Tenha pose
No fundo, jornalistas se acham. No raso, têm certeza. Treine o olhar de Clark Gable, segure o cigarro com pose de atores dos anos cinquenta e mentalize "eu sou safo" como um mantra. Tudo isso ajudará a convencer os outros e você próprio do estupendo glamour da profissão. Você tenta se segurar, mas isso exala inevitavelmente do seu ser.
Sua pose deve mostrar o quanto você é mau. Na hora do trabalho, é interessante alternar momentos de gargalhadas em altos decibéis com olhares de seriedade profunda. Só não alterne demais os dois momentos, porque esquizofrenia e bipolaridade ainda não são desejáveis na redação. A não ser que você seja chefe, claro.
5 - Auto promova-se
De vez em quando comece frases com expressões do tipo "quando eu ganhei o prêmio tal..." e "porque a minha manchete de ontem...". Jornalista não tem o menor pudor em se exibir. Em qualquer trunfo passe verniz, multiplique por três e propague com um certo tédio, como se já fosse corriqueiro na sua vida.
Em momentos que quiser mostrar sua humildade e modéstia, solte frases com a seguinte fórmula: "Fulano nunca ______(algo que você já fez) e já tá se achando". Por mais ridícula que a auto promoção soe, é incrível como funciona. É uma espécie de marketing pessoal extremo.
Óbvio que se você exagerar, vai acabar sendo mal visto. A não ser que seja chefe, claro. Chefe é sempre mal visto.
6 - Seja uma pseudo-enciclopédia
Seja metido a saber de tudo. Soltar jargões profissionais de qualquer área faz você parecer muito safo. Afinal, em poucos meses de labuta, qualquer estagiário já entrevistou macumbeiros, astronautas, artistas querendo aparecer, políticos querendo desaparecer, físicos nucleares, policiais torturadores e até acopladores de carga de caneta Bic. Basta escrever uma matéria especial sobre construção civil para o jornalista ganhar especialização em engenharia.
Assim, você sempre sabe um pouco mais do que todo mundo. Sobre qualquer fato relevante na política e economia, você é capaz de soltar "mas isso não é tudo" ou "tem muita coisa por trás disso que vocês não sabem...". Nunca revele o segredo, claro. Apenas deixe no ar que seu conhecimento sobre o tema tem a espessura e profundidade de um buraco negro alargado pelo Kid Bengala.
7 - Seja competente
De forma alguma chega a ser uma condição impreterível, mas até que ajuda. Mas atenção: só tem o efeito esperado se praticada em conjunto com as últimas duas dicas.
8 - Seja estranho
Jornalista não é muito normal e tem orgulho disso. A esquisitisse é uma forma de se diferenciar dos seres inferiores - tipo publicitários, marqueteiros e afins. Então aflore seu lado underground e regue sua genialidade incompreendida. Use roupas "originais", tenha seu próprio "estilo" e demonstre "personalidade", assim mesmo, entre aspas. Lembre-se: qualquer coisa diferente e de difícil compreensão tende a ser respeitada.
Não é só dar uma vezinha. E também não é para qualquer um. Namorar um superior ou veterano de redação pode ajudar na interação com os demais colegas. Vale para relações homo e hetero, já que redações são apinhadas de viados. Se não funcionar para ganhar o respeito de todos, ao menos de seu par você já conseguiu.
Agora, se quiser sair dando para todo mundo, ninguém vai reclamar. Só temo que isso afaste você do objetivo deste post.
Agora, se quiser sair dando para todo mundo, ninguém vai reclamar. Só temo que isso afaste você do objetivo deste post.
Essa aqui vale até para grupos de cefalópodes. Se depois de tudo isso você não ganhar a simpatia dos colegas, faça vestibulinho pra publicidade e seja feliz.
Filipe Faraon
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Conceitos - por Cristina
HTML - Um mistério. (Não dá pra entender como é que vídeos, fotos, páginas ou qualquer outra coisa pode ser formada por aquela sequência tão improvável de letras.)
Tribos urbanas - Conjunto de pessoas que precisam desesperadamente se sentir diferente dos outros e ao mesmo tempo semelhantes a alguém.
Adolescente linda - uma criança que ganhou uma fortuna mas não faz a menor idéia do que fazer com aquilo tudo.
Colônia de férias - livrar-se das crianças sem ter culpa.
Workaholic - alguém muito infeliz mas que se recusa a pensar a respeito.
Carola - alguém muito infeliz mas que se recusa a pensar a respeito.
Políticos - alguém que precisa se afastar dos humanos para alcançar seus objetivos.
Líderes espirituais - A única maneira de acreditarem que "chegaram lá" é cercando-se de pessoas que os admiram por acreditarem que de fato eles "chegaram lá."
Roqueiro - Carega a cruz de um sentimento incômodo.
Stripper - Alguém que vive com um cronômetro em contagem regressiva pendurado no pescoço.
Policial - Uma pessoa que seca gêlo.
Juiz - Passa a vida tentando se convencer de que fez a coisa certa.
Artista - Alguém que se dedica a mostrar aos outros que a vida é bela mesmo quando dói.
Criança - Um adulto sem medo.
Adulto - Uma criança com medo.
Perdão - A melhor injustiça que alguém pode cometer na vida.
Ódio - Um tipo de câncer.
Sexo - O melhor que o corpo pode fazer por si mesmo a curto prazo.
Envelhecimento - Deus tentando nos persuadir de que está na hora de cair fora.
Juventude - O melhor e o pior da vida em um mesmo pacote de tempo.
Doença - Tratamento de choque para passarmos a enxergar o que nos recusávamos a ver.
Cobiça - Ódio disfarçado de desejo.
Filhos - A aflição de amar o que lhe foge.
Esterilidade - Passar a vida imaginando como poderia ter sido.
Despedida - Nunca é a última.
Chá de calcinha - Mais um evento desnecessário só para encher o saco das pessoas .
Despedida de solteiro - prêmio de consolação para quem, segundo os amigos, está entrando numa furada.
Sogra - Mais uma mulher em sua vida para você se preocupar em não magoar.
Sogro - Não fede nem cheira. Não vai incomodar desde que você não sente na poltrona dele.
Blog - Uma oportunidade de dizer o que ninguém está com paciência para ouvir.
Tintura de cabelo - Tente se libertar. Depois me avise se conseguiu.
Tribos urbanas - Conjunto de pessoas que precisam desesperadamente se sentir diferente dos outros e ao mesmo tempo semelhantes a alguém.
Adolescente linda - uma criança que ganhou uma fortuna mas não faz a menor idéia do que fazer com aquilo tudo.
Colônia de férias - livrar-se das crianças sem ter culpa.
Workaholic - alguém muito infeliz mas que se recusa a pensar a respeito.
Carola - alguém muito infeliz mas que se recusa a pensar a respeito.
Políticos - alguém que precisa se afastar dos humanos para alcançar seus objetivos.
Líderes espirituais - A única maneira de acreditarem que "chegaram lá" é cercando-se de pessoas que os admiram por acreditarem que de fato eles "chegaram lá."
Roqueiro - Carega a cruz de um sentimento incômodo.
Stripper - Alguém que vive com um cronômetro em contagem regressiva pendurado no pescoço.
Policial - Uma pessoa que seca gêlo.
Juiz - Passa a vida tentando se convencer de que fez a coisa certa.
Artista - Alguém que se dedica a mostrar aos outros que a vida é bela mesmo quando dói.
Criança - Um adulto sem medo.
Adulto - Uma criança com medo.
Perdão - A melhor injustiça que alguém pode cometer na vida.
Ódio - Um tipo de câncer.
Sexo - O melhor que o corpo pode fazer por si mesmo a curto prazo.
Envelhecimento - Deus tentando nos persuadir de que está na hora de cair fora.
Juventude - O melhor e o pior da vida em um mesmo pacote de tempo.
Doença - Tratamento de choque para passarmos a enxergar o que nos recusávamos a ver.
Cobiça - Ódio disfarçado de desejo.
Filhos - A aflição de amar o que lhe foge.
Esterilidade - Passar a vida imaginando como poderia ter sido.
Despedida - Nunca é a última.
Chá de calcinha - Mais um evento desnecessário só para encher o saco das pessoas .
Despedida de solteiro - prêmio de consolação para quem, segundo os amigos, está entrando numa furada.
Sogra - Mais uma mulher em sua vida para você se preocupar em não magoar.
Sogro - Não fede nem cheira. Não vai incomodar desde que você não sente na poltrona dele.
Blog - Uma oportunidade de dizer o que ninguém está com paciência para ouvir.
Tintura de cabelo - Tente se libertar. Depois me avise se conseguiu.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Mulher chata
(Outro dia escreverei sobre Homem Chato)
1- Se tranca em casa (nenhuma programação a agrada) mas vive reclamando que não sai pra lugar nenhum.
2- Não quer que o filho brinque de nada que o faça suar, sujar ou cansar. Vive proibindo, lavando e guardando o pobre moleque dentro de casa.
3 - Nenhum dos amigos do seu filho presta. São todos mal educados ou bandidinhos ou cheios de mal costume.
4- Nenhum dos amigos do seu marido presta. Todos são chatos ou cachaceiros ou mulherengos ou bagunceiros ou burros ou só falam em futebol ou só falam em trabalho ou só falam em política ou... Afe!
5- Nenhuma das esposas dos amigos de seu marido prestam: querem ser melhores do que todo mundo, só falam nos filhos ou só falam no trabalho ou são fúteis, ou são carolas demais ou são mundanas demais, falam demais, falam de menos, vivem reparando em tudo, são fofoqueiras, são velhas demais, são novas demais...
6- Nenhuma namorada de seu filho presta: são todas vagabundas, burras, vulgares e interesseiras.
7- A mulher chata até faz o favor de transar com o marido mas é cheia de restrições. É a rainha do "aí não", "você está me machucando", "isso é ridículo! Não vou fazer", "meu Deus, você é tarado!", "tenho nojo", "isso é coisa para vagabunda; não sou vagabunda!" "isso é constrangedor", "isso é pecado", "ainda é cedo", "já é tarde" ou "de novo????".
8 - Não faz nada pelo marido. Ele tem que fazer tudo por ela mas ela "não nasceu para ser escrava". Ele nasceu.
9 - Reclama da mania dele de ler jornal, de assistir noticiários, de andar de cuecas pela casa, de não usar perfume, de usar um perfume desagradável, de não fazer nada ou de ser metido a fazer tudo.
10 - Fica irritadíssima com as manias dos outros, mas não se toca das suas.
11 - Está sempre inventando uma ocupação para nao dar atenção a ninguém mas reclama que ninguém lhe dá atenção.
12- Enche o saco com ciúmes. Toda mulher é vagabunda e está doidinha pelo marido dela.
13 - Nunca jamais esquece uma mágoa. Perdão não faz parte do seu dicionário.
14 - Está sempre com cara fechada ou com cara de sofredora.
15 - Apesar de estar sempre com cara fechada ou com cara de sofredora, não entende porque os amigos do marido não vão com a cara dela. Nem as esposas deles.
16- Apesar de continuar com a cara fechada ou de sofredora, não entende porque o marido não a deseja. Ela quer ser desejada - só para poder reclamar depois que o marido só pensa "naquilo".
17 - Implica com todas as empregadas domésticas. Nenhuma presta: todas são burras, preguiçosas, esbanjadoras, mal criadas, assanhadas, porcas.
18- Ninguém faz nada bem feito.
19- Em todas as situações ela só tem direitos, nunca deveres.
20- Cobra de todo mundo mas ela mesma é uma nulidade. Não sabe fazer nada que preste.
21- Toda vez que o marido a convida para sair, ela 1) está cansada; 2) não tem roupa; 3) o cabelo está horrível; 4) as unhas estão feias; 5) Preferia ir a outro lugar; 06) está com cólica; 07) está com dor de cabeça;
22) Se o marido lhe dá um presente, diz que aquilo só pode ser dor na consciência. "O que você anda aprontando"?! Se não dá, é porque não a ama mais.
23) Está sempre de mal humor ou doente ou cansada. Já falei isso? Tá vendo como é chato viver repetindo as coisas?
24) Nâo vai na casa da sogra porque ela tem todos os defeitos do mundo - mas a mãe dela é perfeita.
25) Só seus parentes prestam;
26) Tem mania de limpeza. Aos seus olhos tudo é sujo e nojento. Ela poderia trancar-se em um quarto esterilizado, mas prefere azucrinar a família.
27) Odeia hotéis porque lá é tudo sujo.
28) Odeia motéis porque lá é tudo sujo
29) Odeia se hospedar na casa dos outros porque lá é tudo sujo.
30) Ninguém pode pegar no seu bebê porque todo mundo é muito sujo.
31) "Aquilo" também é muito sujo.
1- Se tranca em casa (nenhuma programação a agrada) mas vive reclamando que não sai pra lugar nenhum.
2- Não quer que o filho brinque de nada que o faça suar, sujar ou cansar. Vive proibindo, lavando e guardando o pobre moleque dentro de casa.
3 - Nenhum dos amigos do seu filho presta. São todos mal educados ou bandidinhos ou cheios de mal costume.
4- Nenhum dos amigos do seu marido presta. Todos são chatos ou cachaceiros ou mulherengos ou bagunceiros ou burros ou só falam em futebol ou só falam em trabalho ou só falam em política ou... Afe!
5- Nenhuma das esposas dos amigos de seu marido prestam: querem ser melhores do que todo mundo, só falam nos filhos ou só falam no trabalho ou são fúteis, ou são carolas demais ou são mundanas demais, falam demais, falam de menos, vivem reparando em tudo, são fofoqueiras, são velhas demais, são novas demais...
6- Nenhuma namorada de seu filho presta: são todas vagabundas, burras, vulgares e interesseiras.
7- A mulher chata até faz o favor de transar com o marido mas é cheia de restrições. É a rainha do "aí não", "você está me machucando", "isso é ridículo! Não vou fazer", "meu Deus, você é tarado!", "tenho nojo", "isso é coisa para vagabunda; não sou vagabunda!" "isso é constrangedor", "isso é pecado", "ainda é cedo", "já é tarde" ou "de novo????".
8 - Não faz nada pelo marido. Ele tem que fazer tudo por ela mas ela "não nasceu para ser escrava". Ele nasceu.
9 - Reclama da mania dele de ler jornal, de assistir noticiários, de andar de cuecas pela casa, de não usar perfume, de usar um perfume desagradável, de não fazer nada ou de ser metido a fazer tudo.
10 - Fica irritadíssima com as manias dos outros, mas não se toca das suas.
11 - Está sempre inventando uma ocupação para nao dar atenção a ninguém mas reclama que ninguém lhe dá atenção.
12- Enche o saco com ciúmes. Toda mulher é vagabunda e está doidinha pelo marido dela.
13 - Nunca jamais esquece uma mágoa. Perdão não faz parte do seu dicionário.
14 - Está sempre com cara fechada ou com cara de sofredora.
15 - Apesar de estar sempre com cara fechada ou com cara de sofredora, não entende porque os amigos do marido não vão com a cara dela. Nem as esposas deles.
16- Apesar de continuar com a cara fechada ou de sofredora, não entende porque o marido não a deseja. Ela quer ser desejada - só para poder reclamar depois que o marido só pensa "naquilo".
17 - Implica com todas as empregadas domésticas. Nenhuma presta: todas são burras, preguiçosas, esbanjadoras, mal criadas, assanhadas, porcas.
18- Ninguém faz nada bem feito.
19- Em todas as situações ela só tem direitos, nunca deveres.
20- Cobra de todo mundo mas ela mesma é uma nulidade. Não sabe fazer nada que preste.
21- Toda vez que o marido a convida para sair, ela 1) está cansada; 2) não tem roupa; 3) o cabelo está horrível; 4) as unhas estão feias; 5) Preferia ir a outro lugar; 06) está com cólica; 07) está com dor de cabeça;
22) Se o marido lhe dá um presente, diz que aquilo só pode ser dor na consciência. "O que você anda aprontando"?! Se não dá, é porque não a ama mais.
23) Está sempre de mal humor ou doente ou cansada. Já falei isso? Tá vendo como é chato viver repetindo as coisas?
24) Nâo vai na casa da sogra porque ela tem todos os defeitos do mundo - mas a mãe dela é perfeita.
25) Só seus parentes prestam;
26) Tem mania de limpeza. Aos seus olhos tudo é sujo e nojento. Ela poderia trancar-se em um quarto esterilizado, mas prefere azucrinar a família.
27) Odeia hotéis porque lá é tudo sujo.
28) Odeia motéis porque lá é tudo sujo
29) Odeia se hospedar na casa dos outros porque lá é tudo sujo.
30) Ninguém pode pegar no seu bebê porque todo mundo é muito sujo.
31) "Aquilo" também é muito sujo.
domingo, 21 de novembro de 2010
Na traaaaaave!
Pra você ver como nem tudo é perfeito:
Quem me conhece sabe que um dos meus (muitos) sonho de criança era entrar em um castelo de verdade. É que eu era leitora contumaz de contos de fadas, daí o delírio. Anos e anos dizendo para mim mesma que um dia eu iria entrar em um castelo medieval, nem que fosse por um minutinho. E não é que QUASE entrei? Quase, mas não consegui. Um pequeno "não" da vida só para eu realinhar minha mente perante a realidade de que não podemos ter tudo.
A primeira bola na trave foi em Londres. Eu ia aproveitar a tarde livre para ir ao Castelo da Ponte, no Centro da cidade, que era o local onde morou Henrique VIII. Fui convencida a não fazê-lo porque no dia seguinte iríamos a Windsor e o castelo de Windsor é muito maior e mais bonito. Tudo bem, fui aproveitar outros lugares e esperei. No dia seguinte, conforme o combinado, fomos a Windsor. Só que a Rainha estava em casa e estavam preparando um evento especial (parece-me que era o noivado do Príncipe William), por isso não permitiram visitas JUSTAMENTE naquele dia. Resultado: tirei umas fotos chochas do bendito castelo (enoooooorrme) e fui embora cabisbaixa desejando vida longa à Rainha.
Esse outro castelo aí, muito bonito (um décimo do tamanho do castelo de Windsor, mas já quebrava o maior galho!) está localizado na Bélgica. Passei raspando em um passeio de barco. Quase que pulo na água para escalar seus muros e usar até de violência para entrar. Desisti porque estava muito frio.
Houve um terceiro castelo que passei pertiiiiinho mas não deu pra entrar. Nem tirei foto para não ficar com mais raiva.
Entrei em palácios mas... não é a mesma coisa.
Tudo bem, tudo bem. Deixe estar que um dia eu chego lá.
Quem me conhece sabe que um dos meus (muitos) sonho de criança era entrar em um castelo de verdade. É que eu era leitora contumaz de contos de fadas, daí o delírio. Anos e anos dizendo para mim mesma que um dia eu iria entrar em um castelo medieval, nem que fosse por um minutinho. E não é que QUASE entrei? Quase, mas não consegui. Um pequeno "não" da vida só para eu realinhar minha mente perante a realidade de que não podemos ter tudo.
A primeira bola na trave foi em Londres. Eu ia aproveitar a tarde livre para ir ao Castelo da Ponte, no Centro da cidade, que era o local onde morou Henrique VIII. Fui convencida a não fazê-lo porque no dia seguinte iríamos a Windsor e o castelo de Windsor é muito maior e mais bonito. Tudo bem, fui aproveitar outros lugares e esperei. No dia seguinte, conforme o combinado, fomos a Windsor. Só que a Rainha estava em casa e estavam preparando um evento especial (parece-me que era o noivado do Príncipe William), por isso não permitiram visitas JUSTAMENTE naquele dia. Resultado: tirei umas fotos chochas do bendito castelo (enoooooorrme) e fui embora cabisbaixa desejando vida longa à Rainha.
Esse outro castelo aí, muito bonito (um décimo do tamanho do castelo de Windsor, mas já quebrava o maior galho!) está localizado na Bélgica. Passei raspando em um passeio de barco. Quase que pulo na água para escalar seus muros e usar até de violência para entrar. Desisti porque estava muito frio.
Houve um terceiro castelo que passei pertiiiiinho mas não deu pra entrar. Nem tirei foto para não ficar com mais raiva.
Entrei em palácios mas... não é a mesma coisa.
Tudo bem, tudo bem. Deixe estar que um dia eu chego lá.
sábado, 20 de novembro de 2010
Desespero e aflição

Há desespero nas águas saídas dos esconderijos. São quase humanas em suas mágoas. Dirigem-se à perdição geladas, como todo condenado prestes à execução. Vêm de um rio de ventre gelado, arranhado por mil pedrinhas, revolvido por peixes, folhas, galhos e cabelos de moças apaixonadas que também desistiram de viver.
Jogam-se, quebram-se desfeitas em milhões de cacos redondos, gotas de vidro, pérolas brancas e fugazes. São também leite espumante e véu de gotículas que tecem fina rede capaz de acolher um arco-íris inteirinho.
Há desespero nas águas
Quase humanas em suas mágoas...
Loucas, fingem poder voar. Por instantes pairam no nada sem respirar mas logo caem, suicidas, sobre as pedras horrorizadas, trêmulas. A queda fatal e a fuga envergonhada para as margens dos lagos. aflição... Desintegração...
Há então desespero nas pedras, aflitas nessa imobilidade. Quantas mortes apararam? Quantos olhos de vidro! Quantos cabelos e vapores brancos já alisaram suas cascas frias!
As pedras são quase parteiras que aparam, abraçam mas se despedem das águas frias e órfãs. São abortos a serem sugados para o centro escuro do mundo.
Jogam-se, quebram-se desfeitas em milhões de cacos redondos, gotas de vidro, pérolas brancas e fugazes. São também leite espumante e véu de gotículas que tecem fina rede capaz de acolher um arco-íris inteirinho.
Há desespero nas águas
Quase humanas em suas mágoas...
Loucas, fingem poder voar. Por instantes pairam no nada sem respirar mas logo caem, suicidas, sobre as pedras horrorizadas, trêmulas. A queda fatal e a fuga envergonhada para as margens dos lagos. aflição... Desintegração...
Há então desespero nas pedras, aflitas nessa imobilidade. Quantas mortes apararam? Quantos olhos de vidro! Quantos cabelos e vapores brancos já alisaram suas cascas frias!
As pedras são quase parteiras que aparam, abraçam mas se despedem das águas frias e órfãs. São abortos a serem sugados para o centro escuro do mundo.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Odiei Paris
Mentira!
Disse isso só para chamar sua atenção e para fazer um charminho. Tem gente que adora fazer charme dizendo que não gosta das coisas que todo mundo diz que gosta. Experimentei falar que odiei só para ver se eu conseguia sentir o prazer superior que essas pessoas parecem sentir. Passei batido, não senti nada... portanto: adorei Paris. Masssss...
Mas foi na Inglaterra que conheci um monte de gente muito legal e admirável. Você conhece esses caras das fotos? Pois é. Depois te conto.
Disse isso só para chamar sua atenção e para fazer um charminho. Tem gente que adora fazer charme dizendo que não gosta das coisas que todo mundo diz que gosta. Experimentei falar que odiei só para ver se eu conseguia sentir o prazer superior que essas pessoas parecem sentir. Passei batido, não senti nada... portanto: adorei Paris. Masssss...
Mas foi na Inglaterra que conheci um monte de gente muito legal e admirável. Você conhece esses caras das fotos? Pois é. Depois te conto.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Licença maternidade - tire suas dúvidas
Como sou boazinha ( hoje vou ter que encher linguiça) partilho com vocês um artigo que li sobre sobre LICENÇA MATERNIDADE. Sério, achei interessante. Clique AQUI e tire suas dúvidas.
Ao final da reportagem há uma boa participação dos leitores a respeito do assunto.
Fora essa discução... Estou pensando se não seria mais interessante transformar o "direito de cuidar do próprio filhos" em obrigação "obrigação de cuidar dos próprios filhos". Porque direito a gente pode abrir mão mas não podemos abrir mão de uma obrigação.
Penso que se fosse transformado o tal direito em obrigação MESMO, com penalização séria contra pais relapsos e desalmados, haveria menos bandido no mundo. É fácil ter "plantação de filho" como quem tem plantação de batata: deixa no sol e na chuva, cresce por si só e acabou-se.
Pais comprovadamente irresponsáveis deveriam ser penalizados com a perda da guarda e esterilização. Aí pronto, é só soltar os fogosos no mundo pra transarem até o Cão dizer basta.
A idéia da esterilização no lugar da pena me parece ótima. O problema são nossos pruridos morais e "humanitários". Eles atravancam tudo. Já tem um, dois filhos, tudo jogado pelo mundo? As crianças já foram flagradas vagando pela noite, sem estudar, pedindo esmola etc? Vai preso. Ou é esterilizado. Os parágrafos complementares a essa lei a gente bola depois.
E não venha me falar em "conscientização". HÁ HÁ HÁ.
(Pensando bem... A quem interessa a minha opinião sobre esse assunto?)
Ao final da reportagem há uma boa participação dos leitores a respeito do assunto.
Fora essa discução... Estou pensando se não seria mais interessante transformar o "direito de cuidar do próprio filhos" em obrigação "obrigação de cuidar dos próprios filhos". Porque direito a gente pode abrir mão mas não podemos abrir mão de uma obrigação.
Penso que se fosse transformado o tal direito em obrigação MESMO, com penalização séria contra pais relapsos e desalmados, haveria menos bandido no mundo. É fácil ter "plantação de filho" como quem tem plantação de batata: deixa no sol e na chuva, cresce por si só e acabou-se.
Pais comprovadamente irresponsáveis deveriam ser penalizados com a perda da guarda e esterilização. Aí pronto, é só soltar os fogosos no mundo pra transarem até o Cão dizer basta.
A idéia da esterilização no lugar da pena me parece ótima. O problema são nossos pruridos morais e "humanitários". Eles atravancam tudo. Já tem um, dois filhos, tudo jogado pelo mundo? As crianças já foram flagradas vagando pela noite, sem estudar, pedindo esmola etc? Vai preso. Ou é esterilizado. Os parágrafos complementares a essa lei a gente bola depois.
E não venha me falar em "conscientização". HÁ HÁ HÁ.
(Pensando bem... A quem interessa a minha opinião sobre esse assunto?)
domingo, 14 de novembro de 2010
10 maneiras de ser respeitado no meio jornalístico
(Copiado descaradamente do blog "Oásis da Inutilidade")
1 - Seja escroto
Quando as pessoas olharem para você, não é necessário que vejam um psicopata completo. Meio psicopata já basta. Sua imagem deve deixar uma leve incerteza no ar sobre se você realmente tropeça velhinhas na rua, cuspiu no tapete do Papa ou peida em elevador cheio.
2 - Fale mal de tudo
Se este procedimento for feito da maneira correta, em vez de ser execrado você será respeitado. Eventualmente poderá ser demitido, mas continuará respeitado.
3 - Use drogas
Um dia desses conheci um antigo repórter da Província e do Diário perambulando como mendigo na rua, barba de noé, fala atrapalhada, mas frases coesas. Ele contou rápido sua história, citou muitos jornalistas que conhecia e no final, disse "perdi para a cana...". De súbito, me veio um respeito enorme por ele.
O cigarro também dá um certo ar de confiabilidade. Não se preocupe, ninguém olha para seu pulmão preto. E cada vez menos jornalistas se preocupam em negar o uso da maconha, já tão comum. O fininho é útil, pois dá um ar de guerrilheiro zapatista. Já outros entorpecentes não são assim muito necessários, mas se quiser usar, tanto faz. O que é um peido pra quem tá cagado?
4 - Tenha pose
No fundo, jornalistas se acham. No raso, têm certeza. Treine o olhar de Clark Gable, segure o cigarro com pose de atores dos anos cinquenta e mentalize "eu sou safo" como um mantra. Tudo isso ajudará a convencer os outros e você próprio do estupendo glamour da profissão. Você tenta se segurar, mas isso exala inevitavelmente do seu ser.
Sua pose deve mostrar o quanto você é mau. Na hora do trabalho, é interessante alternar momentos de gargalhadas em altos decibéis com olhares de seriedade profunda. Só não alterne demais os dois momentos, porque esquizofrenia e bipolaridade ainda não são desejáveis na redação. A não ser que você seja chefe, claro.
5 - Auto promova-se
De vez em quando comece frases com expressões do tipo "quando eu ganhei o prêmio tal..." e "porque a minha manchete de ontem...". Jornalista não tem o menor pudor em se exibir. Em qualquer trunfo passe verniz, multiplique por três e propague com um certo tédio, como se já fosse corriqueiro na sua vida.
Em momentos que quiser mostrar sua humildade e modéstia, solte frases com a seguinte fórmula: "Fulano nunca ______(algo que você já fez) e já tá se achando". Por mais ridícula que a auto promoção soe, é incrível como funciona. É uma espécie de marketing pessoal extremo.
Óbvio que se você exagerar, vai acabar sendo mal visto. A não ser que seja chefe, claro. Chefe é sempre mal visto.
6 - Seja uma pseudo-enciclopédia
Seja metido a saber de tudo. Soltar jargões profissionais de qualquer área faz você parecer muito safo. Afinal, em poucos meses de labuta, qualquer estagiário já entrevistou macumbeiros, astronautas, artistas querendo aparecer, políticos querendo desaparecer, físicos nucleares, policiais torturadores e até acopladores de carga de caneta Bic. Basta escrever uma matéria especial sobre construção civil para o jornalista ganhar especialização em engenharia.
Assim, você sempre sabe um pouco mais do que todo mundo. Sobre qualquer fato relevante na política e economia, você é capaz de soltar "mas isso não é tudo" ou "tem muita coisa por trás disso que vocês não sabem...". Nunca revele o segredo, claro. Apenas deixe no ar que seu conhecimento sobre o tema tem a espessura e profundidade de um buraco negro alargado pelo Kid Bengala.
7 - Seja competente
De forma alguma chega a ser uma condição impreterível, mas até que ajuda. Mas atenção: só tem o efeito esperado se praticada em conjunto com as últimas duas dicas.
8 - Seja estranho
Jornalista não é muito normal e tem orgulho disso. A esquisitisse é uma forma de se diferenciar dos seres inferiores - tipo publicitários, marqueteiros e afins. Então aflore seu lado underground e regue sua genialidade incompreendida. Use roupas "originais", tenha seu próprio "estilo" e demonstre "personalidade", assim mesmo, entre aspas. Lembre-se: qualquer coisa diferente e de difícil compreensão tende a ser respeitada.
Não é só dar uma vezinha. E também não é para qualquer um. Namorar um superior ou veterano de redação pode ajudar na interação com os demais colegas. Vale para relações homo e hetero, já que redações são apinhadas de viados. Se não funcionar para ganhar o respeito de todos, ao menos de seu par você já conseguiu.
Agora, se quiser sair dando para todo mundo, ninguém vai reclamar. Só temo que isso afaste você do objetivo deste post.
Agora, se quiser sair dando para todo mundo, ninguém vai reclamar. Só temo que isso afaste você do objetivo deste post.
Essa aqui vale até para grupos de cefalópodes. Se depois de tudo isso você não ganhar a simpatia dos colegas, faça vestibulinho pra publicidade e seja feliz.
Filipe Faraon
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