segunda-feira, 25 de junho de 2007

Impressão


Tão fininho era o laço
que um dia nos prendeu!
E agora... tanto espaço
entre mim e o que foi meu!

Parecia tão profundo!
Parecia-me tão forte...
Um estranho moribundo
que nem esperou a morte.


Cristina Faraon
Poeta quase paraense


TROVA DO DIA


Não chores se não puderes
teus sonhos realizar:
Chora quando não tiveres
mais razão para sonhar.


Antônio Juraci Siqueira
Poeta paraense

sábado, 23 de junho de 2007

Olha só!

Gente, que coisinha linda!
"Te toisina ninda!"

Você já pegou um pezinho assim? Já cheirou? Já beijou e lambeu?

Os dedos são bolinhas pequenas de carne. O solado é liso liso. Uma delícia de passar no rosto.

Ai que saudade dos meus bebezinhos!!!!

Junho de 83

Não pensei que aquela sensação fosse possível. Não se limitavam a meras lembranças não. Foram sentimentos intensos, como se de fato eu tivesse retrocedido anos.

Na verdade jamais cheguei a desejar, como outras pessoas, ser novamente criança. Essa vontade nunca tive por diversas razões. Só que quando entrei naquela sala tudo me emocionou.

Lá não havia nada que pudesse ser considerado bonito: era uma sala de madeira com a pintura gasta. O chão igualmente rústico. A mesa da professora era improvisada por outras duas mesinhas menores juntas, cheias de livros. Um ventilador de teto, cadeiras de fórmica azul claro com braço para escrita e o mais interessante: na sala toda um cheiro inexplicável de criança. Exatamente isso.

O cheiro foi o que mais me impressionou e emocionou também. Não me refiro a colônia com cheirinho de bebê. Era muito mais que isso: cheiro de inocência, de gente limpa do pó do tempo, de vida explodindo, de sorriso sincero, de flor abrindo, de dia amanhecendo, capim fresco, pão quentinho, gotinhas de suor na testa macia; cheiro de gente que não partilha da podridão do mundo. Era O Perfume, O Cheiro.

Não sei como essas criaturinhas engraçadas e acesas conseguem deixar rastros tão profundos por onde passam. Foi então que lembrei nitidamente do que fui e não sei como ou quando deixei de ser. Até aquela data eu ainda não havia notado o tempo passar. Estava distraída demais com meus afazeres. Ainda não havia incorporado esse costume de olhar vez por outra no retrovisor da vida.

Naquele dia me assustei. Não com um novo sentimento, mas em perceber o quanto havia mudado a minha maneira de enxergar tudo ao meu redor. Em qual momento fatídico aquele “espírito de criança” caiu fora? Como consegui afugentá-lo? Só sei que por alguns instantes “ele” voltou. Pude sentir! Não precisei fechar os olhos.

Acho que ninguém ali notou o momento mágico em que novamente fui tomada. Pelo que? Fui tomada. Senti de novo aqueles sopros do passado: o esmero em arrumar o material na pasta, a alegria do uniforme novo, a impaciência para que chegasse logo a hora de ir ao colégio, os passos largos de manhãzinha, o prazer de sentir o cheirinho dos livros e cadernos novos recém-encapados. Deu até vontade de chorar. Inesparada viagem!

Outras lembranças doídas também vieram, assim como o vento traz a poeira. Lembrei da insegurança, da timidez, da sensação de não ser aceita. Lembrei de que era desajeitada e feia mas não sofri. Cenas e cenas saltavam em minha mente como se estivessem séculos espremidas no túmulo e de repente agarrassem uma chance única de voltar à vida para serem sentidas novamente. Vi os primeiros sinais da subserviência masculina diante da beleza feminina - as meninas bonitas, os meninos iniciantes... Tudo passageiro, frágil e repetido.

Disso tudo lembrei e senti um grande carinho, de mãe para filha, por aquela menina que fui: sensível, insegura e sonhadora.

Estranhamente tive a impressão de que aquela era a minha sala de aula, aqueles bonecos e letras sorridentes estavam ali para mim. Senti muita vontade de chorar, um nó na garganta, mas ninguém entenderia essa atitude ali, numa reunião de pais e mestres. Emoção estranha, difícil de compartilhar.

Voltei a mim, vim para casa com minha enorme barriga de grávida. Pela primeira vez na vida tive saudade da minha infância.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Arraial do Pavulagem


Pensei que meu coração estivesse endurecendo, ressencando. Felizmente ele deu sinal de vida quando ouvi no rádio uma das músicas do Pavulagem. Bateu emoção, bateu coração e o corpo todo entrou no clima.

É lindo o boi, as fitas, os chapéus de palha, o colorido arregalado na Praça da República. Gosto de ver as meninas de saia comprida, rasteirinha e muita graça. Graça de graça. Toda a graça!

Pavulagem só fala de coisa bonita, só evoca alegria e cores, cores, cores!
Pavulagem é irresistível e inofensivo. Apaixona mas não maltrata, só afaga e convida pra dançar.

Pavulagem aceita todo mundo, daí o nome de um dos eventos: Arrastão do Pavulagem. Quem gosta está lá, meio enfeitiçado. Até quem se veste de preto, venera a noite e está casado com a lua. Verdade! Até os bichos da noite escapolem de suas tribos pra se colorir no Pavulagem, na mais irresistível das traições.

Seus músicos não se parecem com estrela. São artistas mas a gente olha e só vê gente do bem e do bem-querer. Todos tem cara de vizinho da gente, amigo de infância, tio da melhor amiga, amigo do melhor irmão, afilhado da mãe, namorado da irmã, professor de violão, fazedor de pipa, primeiro namorado. Todos a gente conhece há um tempão, mesmo que não conheça.

Pavulagem também tem lua mas é mais do sol. Pelo menos para mim é desse jeito. Colorido, quente e irrequieto como criança feliz. Espanta tristeza, pega a gente pela cintura e sapeca um beijo de vida assim, entre um batuque e um acorde, no meio da vida. Pega a gente de jeito.

Sei lá, até parece até que no arraial ninguém tem problema. Parece que ninguém sofre por amor, estão todos felizes e bem resolvidos.

Quer saber? Naquele tum-tum-tum gostoso tá tudo certo mesmo!

Pavulagem é só carinho.
Um beijo pro boizinho!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Generalidades 02

Hoje pela manhã, enquanto eu corria placidamente pelo condomíno onde moro, pude avistar uma cena comum, mas nem por isso menos interessante: uma revoada de homens felizes da vida, caminhando, conversando, rindo e curtindo a companhia um do outro. Sem viadagem.

Eles sempre estão por lá. Sempre se encontram e os grupos de dois ou três às vezes se juntam formando um grupão, às vezes se dissolve formando grupinhos. É essa a dinâmica.
Poucos andam sozinhos.

Sabe quantas vezes vi mulheres juntas caminhando onde moro? É a coisa mais rara do mundo. Às vezes vejo duas juntas; seis meses depois pode ser que a cena se repita. Ou não.

Geralmente mulher se junta em programações específicas mas separam-se rapidamente tão logo a tal programação acabe. É vapt-vupt. Já vi esse fenômeno da natureza quando organizaram lá no condomínio um "Spa Holístico" (seja lá o que isso seja). Aí sim: uma galera caminhava rindo e matraqueando. Quando acabou o tal Spa Holístico foi como colocar o dedo em um formigueiro: cada uma foi pro seu lado e nunca mais se encontraram.

Quem gosta de mulher? Acho que só a mãe da mulher (nem sempre) e criança de peito. Fora isso não consigo lembrar de mais ninguém. Ah sim!... ... Pensando bem: "ah, não".

Sempre desconfiei de que homem não suporta mulher. Homem gosta de sexo com mulher, mas não da mulher em si. Pode notar.

Um dia um colega, em conversa descontraída, mencionou sua grande fantasia: "acho mulher o máximo! Adoro mulher! Mas o problema é que falta o botãozinho de desligar. O que eu mais gostaria que existisse era uma linda mulher que a gente guardasse em uma caixa, dentro do armário. Quando estivesse a fim, pegava, ligava, curtia, beijava, amava... Seria o máximo! Depois acabou? Encheu? Lava, desliga, guarda no armário, reservadinha só pra mim. O problema da mulher é que a gente não consegue desliga-la!"

Pô! - disse eu.

Tem razão: ele é um crápula.

Olhe em um bar uma rodinha só de homens: todos felizes bebendo, falando merda e paquerando a mulherada.

Agora olhe uma rodinha só de mulher. Elas olham pra todo o lado, menos umas para as outras. Acabam conversando sobre problemas, zebras no relacionamento ou dieta.

Olhe de novo: uma rodinha cheia de mulher com um "bendito o fruto". O pobre quase não fala, fica murcho e bêbado no seu canto. Se ele estiver muito simpático e falante, pode crer: vai comer ou está comendo alguém do grupo. Homem só se sente bem cercado de fêmeas se existe algum interesse/possibilidade sexual. Fora isso, never!

Faltou falar da rodinha de homens com uma mulher apenas no grupo. Há um brilho indisfarçável nos olhos dela. Se ela for bonita há um brilho indisfarçável nos olhos deles todos. Mas atenção: só se ela for bonita. E se for amiga das esposas dos que estão à mesa, eles querem mais é que ela morra - ou caia fora o mais rápido possível.

Aos que me acusam de crueldade, retruco: cruel é a natureza.

A respeito dos homens: não sei se os homens são cruéis. Depois pensarei mais sobre isso.
Quanto às mulheres... a gente faz o que pode, né?

Cristina Faraon

Generalidades 01

Em Belém do Pará é mais fácil, no mês de junho, encontrar o Papai Noel fazendo ponto na Praça da República do que achar um local vendendo guarda-chuva.

Tá certo que não andei na cidade toda mas já fui ao Shopping Castanheira, ao IT Center, Magazan, Belém Importados e outras lojas "avulsas". Nada.

Alguém precisa avisar aos nossos comerciantes que aqui não chove só nos "meses de chuva". Nos meses de "não chuva" cai MUITA água também. Sei que oficialmente estamos no verão mas ninguém avisou isso a São Pedro.

Fica aqui meu protesto.
Aceito doações.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Impressão


Tão fininho era o laço
que um dia nos prendeu!
E agora... tanto espaço
entre mim e o que foi meu!

Parecia tão profundo!
Parecia-me tão forte...
Um estranho moribundo
que nem esperou a morte.


Cristina Faraon
Poeta quase paraense


TROVA DO DIA


Não chores se não puderes
teus sonhos realizar:
Chora quando não tiveres
mais razão para sonhar.


Antônio Juraci Siqueira
Poeta paraense

sábado, 23 de junho de 2007

Olha só!

Gente, que coisinha linda!
"Te toisina ninda!"

Você já pegou um pezinho assim? Já cheirou? Já beijou e lambeu?

Os dedos são bolinhas pequenas de carne. O solado é liso liso. Uma delícia de passar no rosto.

Ai que saudade dos meus bebezinhos!!!!

Junho de 83

Não pensei que aquela sensação fosse possível. Não se limitavam a meras lembranças não. Foram sentimentos intensos, como se de fato eu tivesse retrocedido anos.

Na verdade jamais cheguei a desejar, como outras pessoas, ser novamente criança. Essa vontade nunca tive por diversas razões. Só que quando entrei naquela sala tudo me emocionou.

Lá não havia nada que pudesse ser considerado bonito: era uma sala de madeira com a pintura gasta. O chão igualmente rústico. A mesa da professora era improvisada por outras duas mesinhas menores juntas, cheias de livros. Um ventilador de teto, cadeiras de fórmica azul claro com braço para escrita e o mais interessante: na sala toda um cheiro inexplicável de criança. Exatamente isso.

O cheiro foi o que mais me impressionou e emocionou também. Não me refiro a colônia com cheirinho de bebê. Era muito mais que isso: cheiro de inocência, de gente limpa do pó do tempo, de vida explodindo, de sorriso sincero, de flor abrindo, de dia amanhecendo, capim fresco, pão quentinho, gotinhas de suor na testa macia; cheiro de gente que não partilha da podridão do mundo. Era O Perfume, O Cheiro.

Não sei como essas criaturinhas engraçadas e acesas conseguem deixar rastros tão profundos por onde passam. Foi então que lembrei nitidamente do que fui e não sei como ou quando deixei de ser. Até aquela data eu ainda não havia notado o tempo passar. Estava distraída demais com meus afazeres. Ainda não havia incorporado esse costume de olhar vez por outra no retrovisor da vida.

Naquele dia me assustei. Não com um novo sentimento, mas em perceber o quanto havia mudado a minha maneira de enxergar tudo ao meu redor. Em qual momento fatídico aquele “espírito de criança” caiu fora? Como consegui afugentá-lo? Só sei que por alguns instantes “ele” voltou. Pude sentir! Não precisei fechar os olhos.

Acho que ninguém ali notou o momento mágico em que novamente fui tomada. Pelo que? Fui tomada. Senti de novo aqueles sopros do passado: o esmero em arrumar o material na pasta, a alegria do uniforme novo, a impaciência para que chegasse logo a hora de ir ao colégio, os passos largos de manhãzinha, o prazer de sentir o cheirinho dos livros e cadernos novos recém-encapados. Deu até vontade de chorar. Inesparada viagem!

Outras lembranças doídas também vieram, assim como o vento traz a poeira. Lembrei da insegurança, da timidez, da sensação de não ser aceita. Lembrei de que era desajeitada e feia mas não sofri. Cenas e cenas saltavam em minha mente como se estivessem séculos espremidas no túmulo e de repente agarrassem uma chance única de voltar à vida para serem sentidas novamente. Vi os primeiros sinais da subserviência masculina diante da beleza feminina - as meninas bonitas, os meninos iniciantes... Tudo passageiro, frágil e repetido.

Disso tudo lembrei e senti um grande carinho, de mãe para filha, por aquela menina que fui: sensível, insegura e sonhadora.

Estranhamente tive a impressão de que aquela era a minha sala de aula, aqueles bonecos e letras sorridentes estavam ali para mim. Senti muita vontade de chorar, um nó na garganta, mas ninguém entenderia essa atitude ali, numa reunião de pais e mestres. Emoção estranha, difícil de compartilhar.

Voltei a mim, vim para casa com minha enorme barriga de grávida. Pela primeira vez na vida tive saudade da minha infância.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Arraial do Pavulagem


Pensei que meu coração estivesse endurecendo, ressencando. Felizmente ele deu sinal de vida quando ouvi no rádio uma das músicas do Pavulagem. Bateu emoção, bateu coração e o corpo todo entrou no clima.

É lindo o boi, as fitas, os chapéus de palha, o colorido arregalado na Praça da República. Gosto de ver as meninas de saia comprida, rasteirinha e muita graça. Graça de graça. Toda a graça!

Pavulagem só fala de coisa bonita, só evoca alegria e cores, cores, cores!
Pavulagem é irresistível e inofensivo. Apaixona mas não maltrata, só afaga e convida pra dançar.

Pavulagem aceita todo mundo, daí o nome de um dos eventos: Arrastão do Pavulagem. Quem gosta está lá, meio enfeitiçado. Até quem se veste de preto, venera a noite e está casado com a lua. Verdade! Até os bichos da noite escapolem de suas tribos pra se colorir no Pavulagem, na mais irresistível das traições.

Seus músicos não se parecem com estrela. São artistas mas a gente olha e só vê gente do bem e do bem-querer. Todos tem cara de vizinho da gente, amigo de infância, tio da melhor amiga, amigo do melhor irmão, afilhado da mãe, namorado da irmã, professor de violão, fazedor de pipa, primeiro namorado. Todos a gente conhece há um tempão, mesmo que não conheça.

Pavulagem também tem lua mas é mais do sol. Pelo menos para mim é desse jeito. Colorido, quente e irrequieto como criança feliz. Espanta tristeza, pega a gente pela cintura e sapeca um beijo de vida assim, entre um batuque e um acorde, no meio da vida. Pega a gente de jeito.

Sei lá, até parece até que no arraial ninguém tem problema. Parece que ninguém sofre por amor, estão todos felizes e bem resolvidos.

Quer saber? Naquele tum-tum-tum gostoso tá tudo certo mesmo!

Pavulagem é só carinho.
Um beijo pro boizinho!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Generalidades 02

Hoje pela manhã, enquanto eu corria placidamente pelo condomíno onde moro, pude avistar uma cena comum, mas nem por isso menos interessante: uma revoada de homens felizes da vida, caminhando, conversando, rindo e curtindo a companhia um do outro. Sem viadagem.

Eles sempre estão por lá. Sempre se encontram e os grupos de dois ou três às vezes se juntam formando um grupão, às vezes se dissolve formando grupinhos. É essa a dinâmica.
Poucos andam sozinhos.

Sabe quantas vezes vi mulheres juntas caminhando onde moro? É a coisa mais rara do mundo. Às vezes vejo duas juntas; seis meses depois pode ser que a cena se repita. Ou não.

Geralmente mulher se junta em programações específicas mas separam-se rapidamente tão logo a tal programação acabe. É vapt-vupt. Já vi esse fenômeno da natureza quando organizaram lá no condomínio um "Spa Holístico" (seja lá o que isso seja). Aí sim: uma galera caminhava rindo e matraqueando. Quando acabou o tal Spa Holístico foi como colocar o dedo em um formigueiro: cada uma foi pro seu lado e nunca mais se encontraram.

Quem gosta de mulher? Acho que só a mãe da mulher (nem sempre) e criança de peito. Fora isso não consigo lembrar de mais ninguém. Ah sim!... ... Pensando bem: "ah, não".

Sempre desconfiei de que homem não suporta mulher. Homem gosta de sexo com mulher, mas não da mulher em si. Pode notar.

Um dia um colega, em conversa descontraída, mencionou sua grande fantasia: "acho mulher o máximo! Adoro mulher! Mas o problema é que falta o botãozinho de desligar. O que eu mais gostaria que existisse era uma linda mulher que a gente guardasse em uma caixa, dentro do armário. Quando estivesse a fim, pegava, ligava, curtia, beijava, amava... Seria o máximo! Depois acabou? Encheu? Lava, desliga, guarda no armário, reservadinha só pra mim. O problema da mulher é que a gente não consegue desliga-la!"

Pô! - disse eu.

Tem razão: ele é um crápula.

Olhe em um bar uma rodinha só de homens: todos felizes bebendo, falando merda e paquerando a mulherada.

Agora olhe uma rodinha só de mulher. Elas olham pra todo o lado, menos umas para as outras. Acabam conversando sobre problemas, zebras no relacionamento ou dieta.

Olhe de novo: uma rodinha cheia de mulher com um "bendito o fruto". O pobre quase não fala, fica murcho e bêbado no seu canto. Se ele estiver muito simpático e falante, pode crer: vai comer ou está comendo alguém do grupo. Homem só se sente bem cercado de fêmeas se existe algum interesse/possibilidade sexual. Fora isso, never!

Faltou falar da rodinha de homens com uma mulher apenas no grupo. Há um brilho indisfarçável nos olhos dela. Se ela for bonita há um brilho indisfarçável nos olhos deles todos. Mas atenção: só se ela for bonita. E se for amiga das esposas dos que estão à mesa, eles querem mais é que ela morra - ou caia fora o mais rápido possível.

Aos que me acusam de crueldade, retruco: cruel é a natureza.

A respeito dos homens: não sei se os homens são cruéis. Depois pensarei mais sobre isso.
Quanto às mulheres... a gente faz o que pode, né?

Cristina Faraon

Generalidades 01

Em Belém do Pará é mais fácil, no mês de junho, encontrar o Papai Noel fazendo ponto na Praça da República do que achar um local vendendo guarda-chuva.

Tá certo que não andei na cidade toda mas já fui ao Shopping Castanheira, ao IT Center, Magazan, Belém Importados e outras lojas "avulsas". Nada.

Alguém precisa avisar aos nossos comerciantes que aqui não chove só nos "meses de chuva". Nos meses de "não chuva" cai MUITA água também. Sei que oficialmente estamos no verão mas ninguém avisou isso a São Pedro.

Fica aqui meu protesto.
Aceito doações.